Andar dois minutos já começa a tirar você do sedentarismo

Benefícios à saúde independem da duração do exercício, desde que você complete meia hora por dia de atividades físicas

28/03/2018



A recomendação mais conhecida para não sermos considerados sedentários é fazer exercícios moderados durante meia hora pelo menos cinco dias por semana. Só que, ao contrário do que muita gente pensa, não é preciso se mexer por 30 minutos consecutivos – ou no mínimo dez, como recomendam as diretrizes de atividade física do governo norte-americano desde 2008. Andar durante dois minutos 15 vezes no dia traz os mesmos benefícios à saúde, informa o The New York Times (conteúdo em inglês).

 

Um novo estudo (leia aqui, em inglês) sobre a relação entre atividade física e longevidade conclui que a redução do risco de mortalidade ocorre independentemente da duração de cada exercício. Boa notícia, né? Mas, isso só vale se for concluída a meia hora diária de atividades físicas. Ou seja, os exercícios não precisam necessariamente ser prolongados, e sim frequentes.

 

 

Essa pesquisa foi feita em um esforço conjunto de pesquisadores e reguladores federais dos Estados Unidos para atualizar as diretrizes de atividade física recomendadas à população. Ao revisar os estudos nessa área, eles decidiram obter dados mais confiáveis do que os relatos das pessoas sobre seu nível de atividade física. Então, pediram a 4.840 adultos acima dos 40 anos que usassem um acelerômetro para medir quanto e quando elas estavam se mexendo durante o dia.

 

Depois, os pesquisadores cruzaram esses dados com as informações sobre os participantes que morreram. Eles descobriram que se movimentar com intensidade influencia a longevidade:

 

  • Os homens e mulheres menos fisicamente ativos, que faziam exercícios moderados por menos de 20 minutos, tinham maior risco de morte prematura.
  • Quem se mexia mais reduziu pela metade o risco de morte – especialmente os que se exercitavam uma hora por dia, mesmo que em intervalos pequenos, como uma caminhada de cinco minutos.

 

“A mensagem é que toda atividade física conta”, afirma William Kraus, professor da Universidade Duke, que conduziu o estudo com pesquisadores do National Cancer Institute. “Pequenas coisas que fazemos todo dia, como andar do carro ao escritório ou subir escadas têm efeito sobre o risco de doenças e de morte”, explica.


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