Benefício de se exercitar perdura por 10 anos

Mesmo quem para de treinar mantém bons índices de capacidade aeróbica, pressão e resistência à insulina

17/04/2019



Mais um bom motivo para começar a fazer um exercício: mesmo que você desista da atividade física após algum tempo, os benefícios trazidos ao corpo podem ser sentidos até 10 anos depois, aponta uma nova pesquisa divulgada pelo The New York Times.

 

Os pesquisadores da Universidade Duke acompanharam, de 1998 a 2003, pessoas sedentárias e com sobrepeso na faixa dos 40 aos 60 anos. Elas foram separadas em dois grupos: um começou a se exercitar, enquanto o outro não mudou seus hábitos.

 

 

Os voluntários do primeiro grupo, então, passaram a fazer exercícios moderados e vigorosos. No final, eles melhoraram seus indicadores de aptidão física, pressão sanguínea, sensibilidade à insulina e circunferência de cintura.

 

Uma década depois, os pesquisadores voltaram a fazer contato com essas pessoas para fazer um novo estudo. O resultado foi que a maioria dos que estavam no grupo sedentário mostrava ter uma medida da cintura maior do que a de quem costumava se exercitar.

 

O grupo sedentário também tinha perdido 10% de sua capacidade aeróbica, enquanto o de pessoas ativas teve um decréscimo de 5%. Os voluntários que continuaram se exercitando na década que passou, porém, estavam em uma forma física melhor do que no passado.

 

Esse resultado é uma pista de que os benefícios de fazer uma atividade física são mais persistentes do que imaginávamos, mesmo quando diminuímos a frequência da atividade. O impacto positivo, porém, depende do tipo e da quantidade de exercício realizada.

 

No estudo, o grupo que fez exercício vigoroso perdeu menos capacidade aeróbica do que quem fez atividades moderadas. Por outro lado, a turma moderada mostrou mais melhorias na pressão sanguínea e na resistência à insulina nesse período.

 

Esses resultados mostram que, para ter uma boa resistência, é melhor fazer exercícios vigorosos; para manter o metabolismo saudável, os moderados são mais eficientes. "O exercício é um modulador poderoso da saúde", reforça William Kraus, professor de medicina e cardiologia na Universidade Duke.


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