Exercício intenso pode reverter danos causados pelo sedentarismo ao coração

Dois anos praticando atividades aeróbicas bastam para fortalecer o sistema circulatório a partir da meia idade, mostra um estudo dos Estados Unidos

23/01/2018



Uma vida de sedentarismo, como se sabe, pode trazer muitos prejuízos ao corpo, especialmente ao coração. A novidade é que nunca é tarde para começar a se mexer. Um estudo publicado na revista Circulation (conteúdo em inglês), da Associação Americana do Coração, mostra que, mesmo depois de passar dos 40 anos, quem começa a se dedicar às atividades aeróbicas tem ganhos importantes para a saúde do coração.

 

A pesquisa mostrou que bastam dois anos de uma rotina comprometida de treinamento com exercícios aeróbicos para reduzir ou reverter o risco de problemas cardíacos em pessoas que foram a vida inteira sedentárias e que já passaram da primeira metade da vida.

 

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores acompanharam as atividades de pessoas sedentárias que tinham entre 45 e 64 anos. Depois de dois anos, o resultado mostrou que o grupo que fez exercícios aeróbicos de média ou alta intensidade de 4 a 5 vezes por semana apresentou melhoras na oxigenação do corpo e uma rigidez arterial (indicador de falência cardíaca) duas vezes menor do que o grupo que fez atividades menos vigorosas, como sessões de ioga – saiba mais detalhes sobre o estudo neste artigo publicado pelo Diário de Pernambuco. As atividades consideradas aeróbicas eram uma hora de caminhada, ciclismo, corrida, tênis e dança (com ao menos um dia dedicado ao fortalecimento com musculação).

 

“Esse estudo reforça os efeitos extraordinários [dos exercícios] na estrutura e no funcionamento do coração e dos vasos sanguíneos”, avalia Benjamin D. Levine, principal autor do trabalho e pesquisador do Centro Médico da Universidade Southwestern, nos Estados Unidos. “Descobrimos o ponto em que o risco cardíaco de uma vida sedentária pode ser melhorado, que é no final da meia-idade. O resultado foi a reversão de décadas de um estilo de vida sedentário na maioria dos participantes”, conclui Levine.


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