O coração de quem corre é diferente do de quem faz natação

Atividades aeróbicas alteram de maneiras distintas o ventrículo de quem se exercita, diz estudo

05/04/2019



Fazer exercícios muda --para melhor-- a maneira como nosso coração funciona. Mas cada esporte faz isso de uma maneira diferente, revela o The New York Times (conteúdo aqui, em inglês). Um novo estudo mostra que o coração de nadadores profissionais é diferente do de corredores de elite --e isso pode valer também para os esportistas amadores.

 

Quando nos exercitamos com frequência, nosso ventrículo esquerdo muda: ele recebe sangue com oxigênio dos pulmões e o bombeia para o resto do corpo fazendo um certo esforço, em um movimento que parece o de uma esponja que se retorce antes de voltar à sua forma original.

 

 

Como os exercícios aeróbicos pedem bastante oxigênio para os músculos, eles fazem o ventrículo esquerdo trabalhar bastante. Por isso, essa parte do coração é maior e mais forte em atletas do que em pessoas sedentárias --e também funciona melhor.

 

Até hoje, poucos estudos avaliaram os efeitos da natação para o coração (a maioria se debruçou sobre a corrida). Mas os pesquisadores da Universidade de Guelph, no Canadá, decidiu comparar o coração de 16 corredores e 16 nadadores de elite. Como era de se esperar, todos mostraram boa saúde cardíaca e um ventrículo esquerdo grande e eficiente.

 

A diferença foi que, nos corredores, o ventrículo esquerdo enchia mais rápido e retorcia de maneira mais enfática do que o dos nadadores. Em teoria, isso deveria fazer o sangue dos corredores bombear mais rápido no coração, mas essa leve diferença não significa que o músculo cardíaco dos corredores trabalha melhor.

 

É tudo uma questão de postura: como os nadadores se exercitam na horizontal, seu coração não precisa lutar contra a gravidade para fazer o sangue circular. Por isso o coração dos nadadores muda de forma, mas não tanto: apenas o necessário para as demandas desse esporte.

 

"Uma mensagem importante é a de que todos os atletas mostraram funções melhores do que as das demais pessoas, o que reforça a mensagem de que exercício faz bem para o coração", afirma Jamie Burr, coautor desse estudo.


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