Pais que se exercitam têm filhos mais inteligentes?

Estudo com ratos mostra que a atividade física do macho adulto pode melhorar o desempenho cerebral do filhote

09/05/2018



Será que o estilo de vida do pai pode influenciar a inteligência do bebê? Pesquisadores alemães fizeram uma descoberta interessante: em um estudo com ratos eles concluíram que fazer exercícios altera o esperma dos machos adultos e, consequentemente, beneficia o cérebro e a capacidade de raciocínio dos filhotes, informa o The New York Times (conteúdo em inglês).

 

Nessa pesquisa, os cientistas reuniram um grupo de roedores geneticamente idênticos. Todos cresceram levando uma vida sedentária. Quando os animais chegaram à vida adulta, foram divididos em dois grupos: um permaneceu sedentário, e o outro passou dez semanas em gaiolas equipadas com rodas, brinquedos e jogos que estimulavam atividades físicas e mentais.

 

 

 

Ao examinar os ratos que tinham uma vida mais ativa, os pesquisadores descobriram que eles haviam desenvolvido conexões neurais mais fortes e melhoraram seu desempenho em testes cognitivos. Mas a descoberta mais surpreendente foi a de que, quando esses ratos acasalaram com fêmeas sedentárias, os filhotes nasceram com conexões neurais mais fortes no hipocampo do que os filhotes de pais sedentários. A prole dos ratos ativos também mostrou ser capaz de aprender mais rapidamente, além de ter uma memória melhor, mesmo que não estivesse se exercitando.

 

No cérebro dos adultos corredores, os cientistas encontraram, como esperado, níveis maiores de microRNA (moléculas envolvidas nos trabalhos dos genes), o que, como já se sabia, leva a uma melhora na conexão entre as células cerebrais. A surpresa foi que, pela primeira vez, eles encontraram um aumento do microRNA no esperma dos roedores. Esse incremento, porém, não foi notado no cérebro dos filhotes. Ou seja, a atividade física de uma geração pode influenciar o cérebro da próxima, mas seu impacto positivo só vale quando o animal faz atividades físicas.

 

Agora, essa mesma equipe está considerando avaliar a variação das moléculas de microRNA no sangue e no esperma de homens que se exercitam. "Minha opinião pessoal é a de que o exercício é provavelmente muito mais importante do que a estimulação mental para alterar o cérebro e a expressão genética e até as habilidades dos filhotes", diz André Fischer, autor principal do estudo.

 

Importante reforçar, como o próprio jornal norte-americano diz: o estudo envolveu ratos e não homens e não pode nos dizer se os mesmos processos ocorrem nas pessoas.


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