Quantos passos realmente devemos dar por dia?

Nem sempre é preciso perambular por aí para cumprir a tal meta dos 10 mil passos

17/07/2019



Com apps e relógios inteligentes à mão, muita gente passa o dia de olho em bater a meta diária de 10 mil passos. Mas será que todo mundo precisa andar tudo isso? A pesquisadora I-Min Lee, professora de medicina da Universidade Harvard ficou intrigada com essa questão e fez um estudo para saber se andar tanto realmente beneficia a saúde e a longevidade, aponta um artigo do blog da instituição.

 

 

Primeiro, ela descobriu que esse número surgiu em 1965, como uma ferramenta de marketing do Manpo-kei, o avô dos contadores de passos. Depois, ela decidiu ver se essa quantidade de atividade física era adequada para as mulheres, especialmente as mais velhas, que são menos ativas fisicamente.

 

Depois de acompanhar 16.741 participantes de 62 a 101 anos, que usaram acelerômetros de 2011 a 2015, ela descobriu que nem todo mundo precisa andar tanto. As mulheres sedentárias davam, em média, 2.700 passos por dia. As que chegaram à média de 4.400 passos, porém, reduziram em 41% a mortalidade. Mas o ponto ideal para efetivamente reduzir o risco de morte foi 7.500 passos.

 

A pesquisadora aponta que, como o estudo focou na mortalidade, ainda não é possível dizer quantos passos devemos dar por dia para melhorar nossa qualidade de vida ou prevenir o declínio cognitivo.

 

Mas ela acredita que esses achados podem ajudar as pessoas de duas maneiras. Primeiro porque contar passos é muito mais fácil do que cronometrar quanto tempo de atividade fazemos por dia (para chegar aos 150 minutos semanais recomendados), o que estimula mais as pessoas a sair do sedentarismo. Em segundo lugar, os resultados dão uma referência para os sedentários: por que não tentar dar 4.400 passos por dia?

 

Suas dicas para conseguir cumprir essa meta são trocar o elevador pela escada, estacionar o carro mais longe do seu destino, descer um ponto de ônibus antes e andar mais dentro de casa para fazer as tarefas domésticas. "Essas pequenas coisas, juntas, crescem. Não se intimide nem desista por causa do número 10 mil", diz.


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