Ratos nos dão uma pista de como ter um coração saudável

Estudo mostra que os roedores que se exercitam desde cedo desenvolvem corações mais fortes

20/03/2018



Um novo estudo traz uma inspiração e tanto para começarmos a levar uma vida mais ativa já na juventude para evitar problemas no coração quando a idade avançar. Ao analisar o coração de ratos, pesquisadores australianos descobriram que esse órgão vital não é imutável: quando estimulado, ele produz novas células, mesmo em idade adulta, informa o The New York Times (conteúdo em inglês).

 

A pesquisa consistiu em pegar ratos machos saudáveis e jovens e separá-los em dois grupos, um sedentário e outro que corria em esteira – nesse último grupo, cada ratinho começou a se exercitar em uma fase da vida, que corresponderiam à infância, adolescência e vida adulta dos humanos.

 

 

Depois disso, os corações dos roedores foram examinados em microscópio. O que os cientistas descobriram foi que os ratos que correram na esteira tinham corações maiores do que os sedentários. Isso quer dizer que o exercício fez com que seu coração ficasse maior, mais eficiente e mais saudável.

 

Também descobriram que os ratos que começaram a se exercitar quando adultos tinham células cardíacas maiores (mas não mais numerosas), e os que começaram na infância tinham 20 milhões de cardiócitos a mais. Cardiócitos são as células do coração que se contraem.

 

O interessante foi que essa quantidade extra de cardiomiócitos permaneceu no coração deles quando entraram na vida adulta, mesmo que eles parassem de fazer exercícios. Para os seres humanos, esse estoque extra é importante, por exemplo, para ter melhores chances de sobreviver a um ataque cardíaco (que elimina milhões de células em um instante) e influenciar positivamente as funções do coração durante toda a vida. Apesar de a boa notícia ainda valer apenas para os ratos, Glenn Wadley, autor do experimento, avisa: "Exercício faz bem ao coração em qualquer idade".


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