Tirar férias dos exercícios pode prejudicar (e muito) a saúde

Em poucas semanas, a inatividade aumenta o risco de diabetes, especialmente nas pessoas mais velhas

01/08/2018



Durante as férias, muita gente se dá também um descanso dos exercícios físicos. Mas é bom não relaxar demais da conta: dois novos estudos mostram que essa pausa nas atividades físicas pode prejudicar o corpo — e isso vale para qualquer idade, alerta o The New York Times (leia aqui, em inglês).

 

Os exercícios fazem bem ao nosso corpo porque contrair os músculos reduz a quantidade de açúcar no sangue (para usá-lo como combustível) e, ao longo do tempo, baixa a resistência à insulina e o risco de diabetes tipo 2.

 

 

 

Um novo estudo da Universidade de Liverpool, na Inglaterra, mostrou que adultos saudáveis que pararam de se exercitar por duas semanas e começaram a passar mais tempo sentados mostraram mudanças preocupantes no metabolismo.

 

Após cortar o número de passos diários de 10.000 para 2.000 e passar três horas e meia a mais sentadas, essas pessoas apresentaram níveis maiores de açúcar no metabolismo, queda na sensibilidade à insulina, perfis menos saudáveis de colesterol, perda de massa muscular e ganho de gordura abdominal. Detalhe: isso tudo depois de eles terem voltado a se exercitar por outras duas semanas. Mas, felizmente, os participantes do estudo reverteram esses problemas quando voltaram a ter uma vida ativa.

 

O outro estudo focou em pessoas com mais de 65 anos que tinham risco de diabetes devido ao alto nível de açúcar no sangue, mas eram saudáveis e ativas. Como na outra pesquisa, essas pessoas reduziram o número de passos dados por dia e começaram a passar mais tempo sentadas — também por duas semanas.

 

O resultado foi semelhante: os participantes desenvolveram um controle pior do nível de açúcar no sangue, a resistência à insulina disparou e alguns mostraram indícios de perda de massa muscular. Alguns até tiveram de sair do estudo porque estavam à beira do diabetes tipo 2 devido ao período de inatividade. A diferença foi que, nesse caso, a maioria dos participantes não conseguiu reverter totalmente as mudanças metabólicas depois de voltar à vida ativa.

 

Isso mostra que, em vez de tirar férias dos exercícios, talvez seja melhor pensar em uma maneira gostosa de continuar na ativa mesmo em poucas semanas de férias (veja essas dicas). "Se for possível, não pare", recomenda Chris McGlory, autor principal do estudo com idosos.


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