6 dicas de hobbies para começar em 2020

Além de relaxar, aprender a cozinhar, a cultivar plantas e a dançar desperta a criatividade

31/12/2019



A vida não é só trabalho: é gostoso gastar tempo e energia para fazer coisas que nos trazem felicidade. Ter um hobby não só nos ajuda a relaxar mas também a descobrir novas capacidades que nem sabíamos que tínhamos. Você já tentou, por exemplo, fazer um prato sofisticado ou passar de fase em um videogame?

 

Dedicar-se a atividades como a jardinagem, a fotografia e a gastronomia é uma maneira de despertar a criatividade, a confiança, e até um novo olhar para tudo o que nos rodeia e que não percebemos na correria do dia a dia.

 

 

Para aproveitar mais esses momentos em 2020, abra espaço na agenda, imagine um hobby ao qual você gostaria de se dedicar e comece agora a tirar essa resolução do papel. Quer algumas dicas para se inspirar? O Viva a Longevidade conversou com professores de diferentes cursos, e eles contaram o que cada atividade pode despertar em nós. Boa leitura — e mãos à obra!

 

Viagem nos sabores

Para muita gente, ir para a cozinha é uma obrigação — mas nem sempre precisa ser. Aprender a perceber sabores e a combiná-los em pratos diferentes mostra que a culinária pode, sim, ser uma delícia. “A mente sai do trabalho e da zona de conforto, e começa a dar atenção ao que antes parecia supérfluo. Sentir novos cheiros e temperos desperta a curiosidade”, diz a chef Michelle Marine Morais Ibarra, professora dos cursos livres e técnicos de Gastronomia do Senac São Paulo.

 

Com a prática, vêm a autoconfiança e a autonomia para deixar o livro de receitas de lado e testar as nossas próprias fórmulas. “Logo, logo, os alunos começam a juntar salsinha e coentro, e descobrem um novo sabor”, diz Michelle. “Aprender gastronomia nos dá um outro olhar não só para o prato, mas para o outro. E nos faz nutrir mais amor pelas pessoas e pelos alimentos.”

 

Conexão com a natureza

Cultivar plantas em casa não é só uma maneira de aliviar o estresse depois de um dia de trabalho, mas também uma reconexão com a natureza. “O celular isola, e a jardinagem acorda, faz você sair do seu mundo interior e olhar para fora. O menor dos vasos já ajuda você a fazer isso”, afirma a jardineira e escritora Carol Costa, autora do portal de jardinagem Minhas Plantas.

 

Para começar a mexer com a terra, não precisa ser especialista em botânica, não. “Só precisa ser capaz de observar, porque é um exercício diário de notar como está a planta, o tempo, onde bate sol. Muita gente nem sabe onde bate sol na sua casa”, diz Carol. Para ela, cuidar das plantas acaba nos proporcionando uma revolução pessoal. “A jardinagem é um despertar para o mundo, e isso muda o seu relacionamento não só com as plantas, mas consigo e com todo mundo ao redor.”

 

Solta o corpo na pista

Dançar é uma maneira bem mais divertida de exercitar o corpo — e de conhecer gente nova. “A dança expande muito o nosso círculo social. Quem anda sempre com a mesma turma acaba conhecendo pessoas novas e muito diferentes”, diz Gustavo Abumrad, professor da escola de dança 1941 Vintage.

 

Ele comenta que a dança em casal cria uma outra relação entre as pessoas. “Hoje a maior parte dos relacionamentos é mediada pelo digital. Na dança, a gente se comunica com o corpo. É bom até para quem é muito tímido, porque não é um contato verbal”, completa. De quebra, dançar melhora a coordenação motora e a consciência do ritmo e do movimento. “Conhecer o seu corpo e se comunicar por meio dele é uma chavinha que vira e melhora a autoestima.”

 

Bem na foto

Tirar fotos com o celular virou um hábito tão comum que muita gente nem presta muito atenção a como (e o que) está clicando. Mas quem já gosta de fotografar pode dar um passo além e fazer aulas para melhorar as suas fotos, cuidando da luz, do enquadramento, da composição... “Mais do que isso, o estudo da fotografia amplia a nossa percepção e nos traz uma nova linguagem, uma possibilidade de nos expressarmos de outra forma”, comenta Matheus Dacosta, professor dos cursos de Fotografia do Senac São Paulo.

 

O gosto pela fotografia, conforme ele conta, apura o nosso olhar para as coisas e pode até nos levar a novos lugares: “Tem gente que programa viagens para fazer fotos bacanas. E tem quem começa a prestar atenção em cantos da sua própria cidade que sempre tinham passado despercebidos. A gente se propõe a enxergar mais”.

 

De volta ao videogame

Quem disse que tem idade para largar o videogame? Na vida adulta, também é bom desestressar disputando um jogo — um passatempo que também deixa o nosso cérebro mais alerta. “Além de se divertir, as pessoas melhoram a coordenação motora, o raciocínio e a capacidade de planejamento”, aponta Fabio Ota, fundador da ISGame, uma escola que ensina quem tem mais de 50 anos a criar videogames.

 

Outro ponto positivo de manjar dos joguinhos é ter um assunto para conversar com filhos e netos. “É legal ver esse encontro entre as gerações que o jogo proporciona”, diz Ota.

 

Na mesa do DJ

Quem já gosta de fazer seleções de música para animar as festas em casa pode ir um pouco além e aprender a mexer no equipamento do DJ. “Assim dá aquela sensação de que a música não acaba, que está fluindo numa boa, sem buracos”, explica Sérgio Ruiz, professor da Oficina de DJ do Senac São Paulo.

 

Para chegar lá, é preciso aprender a contar o compasso e o tempo das músicas, e a sincronizá-las. E também a soltar a criatividade e começar a criar as suas próprias batidas. “Essa criação traz o mesmo prazer que o músico tem com as suas criações”, diz Ruiz.


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