Aulas de videogame inspiram 50+ em novos projetos

Alunos do curso da ISGame querem usar a tecnologia para melhorar a conversa com os jovens

29/01/2020



Nos primeiros dias de aula para aprender a produzir um videogame do zero, muitos dos alunos 50+ da ISGame tinham como objetivo exercitar o cérebro com um desafio diferente, como eles já contaram para nós aqui.

 

Mas, ao longo de cinco meses aprendendo a programar um jogo no curso oferecido pelo Programa Longevidade 2019 da Unibes Cultural — uma iniciativa patrocinada pela Bradesco Seguros através da Lei de Incentivo a Cultura para capacitar o público sênior —, essa turma se formou com inspiração para ir bem além.

 

A conversa sobre games ao longo de 5 meses aproximou jovens e idosos.

Para Ota, a conversa sobre games ao longo desses meses aproximou avós e netos, jovens e idosos. Ele considera isso um dos pontos altos do curso, que terminou com os alunos da ISGame apresentando seus jogos aos jovens da Unibes Social. “No fim, houve essa integração muito boa, pois gerações diferentes tiveram a chance de interagir, de conversar, e não só sobre videogames, mas também sobre outros assuntos.”

 

Veja, a seguir, como três alunos da ISGame saíram do curso inspirados a tocar novos projetos de vida.

 

Impacto social

Depoimento Rosangela

“Estou sempre aberta a novas experiências, por isso resolvi me inscrever no curso. Para mim, era um desafio, porque eu não jogava videogame — e isso potencializou a minha criatividade. Eu queria fazer um jogo para que as crianças menos favorecidas pudessem ter as mesmas vivências que os meus netos, mas sem essa de morte e competição. Para estimular o desejo pela leitura, criei um jogo em que os jogadores têm que salvar das traças livros de uma biblioteca. Quem consegue salvar quatro livros ganha um livro de verdade. No fim, consegui doações e assim pude dar livros para os jovens da Unibes Social que testaram o jogo. Fiquei surpresa e encantada com a conversa que isso desencadeou: um dos meninos veio me perguntar como ele poderia fazer uma biblioteca para os amigos na garagem. Acho importante usar o conhecimento sempre em prol do impacto positivo na vida das pessoas. Fiquei muito contente!”

 

Rosangela Marcondes, 64 anos.

Educação dos jovens

Depoimento Neuza Poli

“Eu comecei a fazer o curso para melhorar a memória, porque sempre tive dificuldade com memorização e concentração. Eu realmente consegui melhorar nesses quesitos, mas, mais do que isso, enfrentei desafios, como subir em um palco para falar. E aprendi uma linguagem nova, a da tecnologia. No começo, eu fiquei com medo de apertar uma tecla e deletar tudo, mas com o tempo, fui ousando mais e vi que era capaz de aprender a fazer um videogame. Como sou educadora, essa experiência despertou em mim um novo olhar para a possibilidade de educar jovens usando a linguagem que eles entendem, e despertar a curiosidade científica pelo jogo, pela diversão.”

 

Neuza Poli, 71 anos.

Gosto pelas ideias

Depoimento Caetano

“Sou engenheiro e trabalhei com TI, mas nunca fiz programação, muito menos de jogos. Nunca achei os jogos divertidos porque não gosto desse clima de disputa, mas meu filho de 17 anos gosta muito, então achei que, no curso, eu pudesse fazer algo estimulante para ele. Fiz um jogo tipo plataforma, como Mario Bros, com desafios, recompensas e tempo para cumprir as tarefas. Meu filho foi testando e gostou bastante. O mais gostoso foi ver a desinibição das pessoas, não ter vergonha de errar, de dizer que não sabe. No fim, descobri que é muito mais prazeroso desenvolver um jogo, ter ideias, do que jogar. Quero continuar aprendendo a desenvolver games.”

 

Caetano Pellegrini Junior, 55 anos.


Compartilhe:

0 Comentários:

Comentário enviado
para aprovação