Como brincar mais (e melhor) com as crianças nas férias

Descubra como aproveitar os dias livres, para se reconectar ao universo da infância

04/07/2019



Julho chegou e você deve ter se perguntado: o que fazer nas férias? As férias escolares são uma boa oportunidade para dar uma pausa na correria do dia a dia e aproveitar um tempo diferente: o de brincar com as crianças. “É um excelente momento para criar um bom hábito e ser mais presente no universo infantil”, afirma Patricia Camargo, autora do blog Tempo Junto.

 

Parar um pouco e entrar na brincadeira com os filhos, sobrinhos ou netos não é apenas uma maneira de reviver um pouco a nossa própria infância, mas também um caminho para estabelecer uma relação mais gostosa com eles. “A gente precisa pensar em mais atividades entre as gerações, porque essa convivência, essas trocas, estão se perdendo”, comenta a jornalista Gabriela Romeu, jornalista especializada em infância e diretora do projeto Infâncias.



Veja aqui algumas sugestões de brincadeiras para fazer nestas férias.

Para os adultos, entrar no “modo brincadeira” é uma maneira de se reconectar com a sua infância e de redescobrir o que é que fazia vibrar aquela criança de décadas atrás. Com esses olhos, fica mais fácil se conectar ao universo infantil de hoje, compartilhando brincadeiras, memórias e histórias. “A infância não é só temporalidade, ela é uma experiência. É algo que a gente carrega sempre, então, na brincadeira, o adulto também pode trazer para o presente os seus saberes de criança”, afirma Gabriela.

 

O inverso também acontece. O adulto que dá espaço para a criança propor as suas atividades e escolher o que prefere fazer ou que observa a maneira como ela brinca acaba conhecendo um pouco mais sobre a sua maneira de pensar e de agir. “O adulto não precisa propor nem estimular o tempo todo. Deixa a criança brincar e segue a onda”, diz Patricia.

 

 

O tempo livre das férias deve ser aproveitado ao máximo, pois é um momento de respiro para as crianças acostumadas a limitar as brincadeiras ao tempo e ao espaço determinados, como a hora do recreio. Daí a importância de desfrutar essa liberdade tão rara e deixar as crianças brincarem livremente, sem regras. “O brincar não é para fim nenhum. O brincar apenas é”, diz Gabriela.

 

Os pais também podem aproveitar para tirar uma folga do papel de quem só trabalha e dita as regras em casa. Em vez de escolher a brincadeira, escutar; em vez de dirigir a atividade, aprender, mergulhar no momento. “O adulto vive seu tempo sempre a serviço de algo. O tempo do brincar nos reconecta ao tempo aiônico, da imersão no que estamos fazendo, do brincar. Aquele tempo que a gente não vê passar”, diz Gabriela.

 

No fim, esse brincar junto aproxima o universo adulto do infantil, reforçando os laços de afeto e cumplicidade. “O adulto que diz que não sabe brincar e fica no seu espaço pode acabar se afastando do universo da criança, o que fica mais crítico conforme ela se aproxima da adolescência”, diz Patricia.

 


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