Como engajar a família na sua meta financeira

Especialistas dão dicas para motivar todo mundo a poupar dinheiro sem reclamar

25/06/2019



Grandes planos, como fazer aquela viagem inesquecível, mudar para uma casa melhor ou quitar uma dívida pesada, não saem do papel sem planejamento financeiro. E esse plano invariavelmente significa reduzir bastante as despesas, por um bom tempo. “Dado que no geral as famílias têm um potencial de poupança mensal pequeno, objetivos mais robustos exigem planos mais longos”, comenta o consultor financeiro Eduardo Amuri, autor do livro “Dinheiro sem Medo”.

 

Cortar gastos por um ano inteiro (ou até dois), o que já não é uma tarefa fácil, fica ainda mais desafiador sem o apoio da família na hora de abrir mão dos almoços fora ou das viagens de fim de semana. Por isso, o primeiro passo é juntar todo mundo para uma conversa. “Tem que ter muito diálogo, porque é daí que vem o comprometimento. A meta e a recompensa devem fazer sentido para todos”, afirma o economista e planejador financeiro Francis Hesse.

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Alguns objetivos podem ser compartilhados, como uma viagem ou uma casa nova. Nesse caso, a melhor maneira de manter a motivação ao longo dos meses é compartilhar informações e sonhar junto. “É muito importante que se detalhe ao máximo esse sonho”, afirma Amuri. “Quanto mais se detalha, mais chance se dá para que todas as pessoas que participam desse processo se engajem.”



“Tem que ter muito diálogo, porque é daí que vem o comprometimento.”

Francis Hesse

Outras metas são individuais à primeira vista, mas podem beneficiar todos em longo prazo — como fazer uma pós-graduação para obter uma promoção ou mudar de área. “Isso não pode ser uma imposição. É uma troca, por isso é fundamental ouvir o que os outros desejam e explicar de que forma o seu objetivo pode beneficiar todos no futuro”, diz Hesse.

 

“Só não dá para esquecer a importância de cada parte do casal também cultivar o seu sonho individual”, reforça Amuri. “É complicado estabelecer um grande sonho e exigir que ele tenha que ser igual para os dois. Gosto da ideia de conciliar os sonhos individuais e os sonhos conjuntos.”

 

Um ponto importante para que todos se engajem é distribuir responsabilidades – e isso vale até mesmo para as crianças. Quem está poupando para comprar um carro ou um imóvel, por exemplo, pode pedir aos filhos menores que definam com quanto querem colaborar. O valor é simbólico – o que importa é o comprometimento. Alimentar a imaginação deles, pedindo que façam desenhos e escrevam desejos, também aumenta o envolvimento com o plano da família.

 

Apesar de exigir um certo sacrifício, a experiência de passar um bom tempo poupando pode até mesmo reforçar os laços de cumplicidade e de responsabilidade entre pais e filhos. “As crianças sentem orgulho em pensar que fizeram parte daquilo também. Ao aprenderem o quanto aquilo custou, elas passam a cuidar melhor das coisas e a se inteirar do dia a dia da família”, completa Hesse.


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