Como fazer o seu planejamento financeiro para 2020

Especialistas dão dicas para equilibrar as contas, economizar mais e sair do vermelho.

27/12/2019



O fim do ano é a época de fazer retrospectivas e resoluções de ano novo – e isso vale também para as finanças.

 

Quem fechou no azul pode estar feliz da vida, mas por que não ter metas mais ambiciosas para 2020? Para quem terminou no vermelho, é uma boa hora para repensar os gastos e traçar um plano para se livrar das dívidas.

 

O Viva a Longevidade consultou especialistas em finanças para explicar quais são os pontos que não podem faltar em um planejamento financeiro para passar o novo ano no azul – e quais são os erros que devemos evitar ao colocá-lo em prática (veja o passo a passo no infográfico que está no fim deste texto).

 

Em resumo, são cinco os passos para não passar sufoco em 2020:

 

  1. Faça um orçamento realista.
  2. Trace a estratégia desejada: quitar dívidas ou juntar dinheiro para realizar sonhos.
  3. Evite erros, como perder o controle de quanto se está gastando.
  4. Defina um objetivo para se motivar a poupar.
  5. Recompensas só depois de atingir uma meta.

O primeiro passo, como mostrado na lista acima, é fazer um orçamento baseado em tudo aquilo que está registrado nos extratos, e não no que o consultor financeiro Henrique Chan chama de contabilidade mental, ou seja, quanto achamos que gastamos. “Essa estimativa sempre é subestimada ou superestimada”, explica.

 

A assessora de investimentos Luciana Ikedo concorda. “Muita gente faz orçamento com base em números gerais. Isso não dá certo, porque as regras ficam descoladas da realidade”, diz. “É um erro cortar despesas que não vão deixar de existir. É preciso saber quais hábitos incorporados são dispensáveis, e quais não. A planilha aceita qualquer sacrifício, mas a vida real é bem diferente.”

 

“A gente merece se agradar, mas tudo tem que caber no nosso orçamento.”

Marco Antonio Cordeiro

A partir desse orçamento realista, já dá para traçar com mais segurança a estratégia desejada, seja ela sair do vermelho, seja guardar mais dinheiro para realizar projetos de curto e de médio prazos. “Quem faz um orçamento já sabe quanto vai gastar e quanto pode poupar”, diz Marco Antonio Cordeiro, coordenador do curso de Gestão Financeira da Anhanguera de Osasco. “Quando você começa a guardar dinheiro, cria disciplina para gastar menos.”

 

Só que não adianta fazer a planilha certa e cometer alguns erros que podem colocar o planejamento a perder. O primeiro deles é não ter controle sobre quanto está gastando no dia a dia. Muita gente olha a planilha uma vez por mês, mas o ideal é fazer um balanço semanal para saber quando começa o gasto além da conta – e decidir como não fechar o mês no vermelho. “Se você já gastou 280 reais dos 300 reservados para o orçamento de combustível, é melhor deixar aquela viagem para o mês que vem”, diz Cordeiro.

 

Para quem não consegue controlar o impulso de gastar e acaba sempre estourando os valores estipulados, ele recomenda sacar uma quantia semanal e fazer as compras em dinheiro. “Fica mais fácil controlar. Quando acabar, acabou”, conta.

 

Se o problema é que nunca sobra dinheiro no fim do mês, Chan recomenda traçar um objetivo, assim fica mais fácil se motivar para poupar em vez de gastar. “Quem tem uma meta tende a evitar o gasto excessivo”, diz Chan. “O eu do presente não pode gastar todo o dinheiro: é preciso pensar também no eu do futuro. O consumo desenfreado tem que ser gradativamente substituído por algo que se queira realizar, como fazer uma viagem ou ter uma reserva.”

 

E para quem gasta demais na cota do “eu mereço”? Para essas indulgências, Cordeiro propõe um jogo. “Atrele esses presentes a metas de poupar. Por exemplo, se você conseguir economizar 500 reais em três meses, pegue 50 e se dê um presente”, explica. “É verdade que a gente merece se agradar, mas tudo tem que caber no nosso orçamento.”

 


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4 Comentários:

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Comentários recentes:

Andrea

15 de janeiro de 2020

excelente!!!! Precisamos a cada dia repensar nos gastos para não viver as consequencias desagradaveis da má administração.