Como manter a motivação durante a pandemia

Especialistas dão dicas do que podemos fazer para manter pensamentos positivos e afastar o desânimo

06/07/2020



Manter a motivação tem sido um grande desafio de quem está enfrentando grandes mudanças na vida por causa da pandemia de Covid-19. No começo da quarentena, muita gente aproveitou o tempo em casa para arrumar armários, consertar coisas quebradas ou colocar a leitura em dia.

 

Mas, conforme as semanas avançam, a falta de uma perspectiva de quando o combate ao coronavírus será encerrado acaba minando o entusiasmo com as tarefas cotidianas. Como podemos retomar o ânimo nesse cenário? O The New York Times consultou alguns especialistas para explicar como manter a motivação durante essa pandemia.

 

 

"Fazer o que realmente importa em nível pessoal é o antídoto para a exaustão", afirma o psicólogo Daniel Goleman, autor de "Inteligência Emocional". "Encare o que está acontecendo e pense no que isso significa para você e o que realmente importa agora. Pergunte-se: 'será que eu posso agir de alguma maneira sobre as coisas que são importantes para mim?'".

 

Goleman explica que existem dois tipos de motivação: a intrínseca (a que traz uma recompensa interna) e a extrínseca (quando a recompensa vem de fora). "Nosso valor fundamental é o intrínseco. É baseado na gentileza, na compaixão, na generosidade, na capacidade de dar e receber amor. Ser útil aos outros tem um efeito poderoso sobre como nos sentimos. Existem várias oportunidades de servir, mudar o foco de nós para os outros", concorda o médico Vivek Murthy, autor de "Together".

 

Ficar de olho nas notícias sobre o coronavírus nos lembra a todo momento que somos mortais, e isso pode nos levar a pensamentos negativos, como julgar os outros, cobiçar itens essenciais e pensar na lógica "eu contra os demais", explica Goleman. "Se pensarmos conscientemente sobre a morte, nada disso importa. O que realmente importa são as pessoas que amamos e ajudamos."

 

Adotar um comportamento generoso e altruísta, aliás, ativa circuitos do cérebro que são essenciais para incentivar o bem-estar, explica o neurocientista Richard Davidson. Uma maneira de colocar esses sentimentos na prática é, por exemplo, dividir grandes objetivos em tarefas pequenas, como pensar no que você pode fazer para ajudar quem está sofrendo com o isolamento físico.

 

Evitar o perfeccionismo também é importante para não acabar desistindo de agir. Por fim, a cada tarefa completada, não se esqueça de se recompensar, o que é uma maneira de educar o cérebro para reconhecer que ele fez uma boa escolha.


Compartilhe:

0 Comentários:

Comentário enviado
para aprovação