Diálogos da Longevidade mostra como cuidar do corpo e da mente para viver bem

Confira essas dicas dadas por dois especialistas que estiveram presentes em um Diálogos da Longevidade muito especial

02/10/2019



Envelhecer com qualidade de vida é o resultado de equilibrar a saúde da mente com a do corpo, em todas as idades. Mas como fazer isso?

 

Essa foi a questão proposta em um Diálogos da Longevidade muito especial: o de comemoração ao Dia da Longevidade, celebrado no dia 1º de outubro.

 

O evento, realizado em São Paulo, com patrocínio da Bradesco Seguros, convocou dois especialistas para falar sobre como cuidar do cérebro e da alimentação ao longo da vida: a Dra. Elisa Harumi Kozasa, pesquisadora do Instituto do Cérebro do Hospital Israelita Albert Einstein, e o nutricionista Daniel Cady, especialista em nutrição esportiva e funcional.

 

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“É preciso cultivar a mente, e continuar estudando e se desafiando”

Dra. Elisa Kozasa

“A principal mensagem que queremos passar é que é importante começar agora a se cuidar”, afirmou a superintendente de marketing da Bradesco Seguros, Ana Claudia Frighetto Gonzalez, na abertura do seminário.

 

A Dra. Elisa abriu o evento com uma provocação. “As pessoas estão vivendo, em média, 20 anos a mais do que há 50 anos. O que vamos fazer com esses 20 anos extras?”

 

Para ela, manter a saúde do cérebro é essencial para fazer planos como viajar, estudar ou buscar uma nova carreira. “É preciso cultivar a mente, e continuar estudando e se desafiando”, disse.

A seguir, ela revelou quais são os seis pilares para ter um cérebro saudável durante toda a vida. O primeiro deles é fazer exercícios.

 

“A atividade física aumenta o fluxo sanguíneo para o cérebro e o protege das demências”, explicou.

 

A alimentação também tem um papel importante, especialmente a dieta mediterrânea, que privilegia o consumo de vegetais e gorduras saudáveis, como as das castanhas, do azeite de oliva e dos peixes.

 

 

 

“Meditar é uma das maneiras mais efetivas de manejar melhor o estresse.”

Dra. Elisa Kozasa

Nessa lista também figuram itens como fazer avaliações constantes de saúde para identificar e tratar doenças crônicas que podem aumentar o risco de demência e estudar  ̶  ou seja, desafiar a mente com aprendizados novos, como matemática ou um idioma, para melhorar a atenção e a memória.

 

Por fim, Elisa recomenda fazer atividades junto a outras pessoas, pois estudos indicam que essa socialização reduz problemas com a memória, e dormir bem.

 

“O descanso favorece o sistema imunológico e evita que proteínas relacionadas ao Alzheimer se depositem no cérebro”, explica a especialista.

Ela também deu mais uma dica para manter a mente afiada com o passar dos anos: meditar. “Essa é uma das maneiras mais efetivas de manejar melhor o estresse. Quem medita tem um cérebro mais eficiente para fazer tarefas que requerem atenção.”

 

Fazer ioga também é uma boa: segundo Elisa, um estudo mostrou que mulheres idosas que se dedicam à prática têm o córtex (ligado à cognição e à memória) mais espesso do que as não fazem essa atividade. “São as escolhas que determinam a longevidade saudável”, concluiu.

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Comer até ficar 80% satisfeito

 

Na sequência, o nutricionista Daniel Cady veio falar sobre os segredos das pessoas mais longevas do mundo. Ele apresentou à plateia as cinco cidades, em diferentes continentes, conhecidas como “zonas azuis”, onde as pessoas vivem mais do que a média global (a gente falou de uma delas aqui).

 

“Uma das coisas que esses povos têm em comum é uma alimentação com comida de verdade”, apontou o especialista. “Isso quer dizer uma comida que vem da terra, orgânica, minimamente processada. Muitos tinham o costume de comer alimentos fermentados, e quase todos, exceto os adventistas, bebiam com moderação.”

 

A maior parte dessas pessoas, aponta Cady, segue a mesma dieta mediterrânea que faz bem ao cérebro. “A nossa dieta tem muito fast food, congelado, embutidos, ou seja, o contrário do que se preconiza para ter longevidade”, disse.

 

Segundo o nutricionista, uma alimentação balanceada é aquela em que 65% das calorias diárias vêm dos carboidratos, 20% são obtidas das gorduras e 15% das proteínas.

 

Ele ressaltou também que o ideal é ter uma dieta em que 95% dos alimentos sejam de origem vegetal e 5% de origem animal. “Devemos comer a carne como algo especial, em eventos e comemorações. As gorduras que vêm das castanhas, do azeite, do abacate e do atum são mais saudáveis”, afirmou.

 



“A gente deve comer quando está com fome, não seguindo o relógio. Melhor ainda se for bem-acompanhado.”

Daniel Cady

Por fim, ele apresentou à plateia o conceito do “hara hachi bu”, ou seja, “coma até se sentir 80% satisfeito ou satisfeita” – uma boa reflexão sobre a saciedade. “A gente deve comer quando está com fome, não seguindo o relógio. Melhor ainda se for com a família, em boa companhia, e não na frente do celular, sem nem ver o que está comendo e sem prestar atenção aos sinais da saciedade.”

 

Para ele, o importante não é cuidar do corpo para parecer bem aos outros e nas redes sociais. “Cuidar do corpo vai além disso: é estar bem para você e com você”, finalizou.

 

No diálogo com a plateia, os dois especialistas ainda tiveram tempo para dar mais dicas do que podemos fazer para cuidar do corpo e da mente desde já. “As práticas contemplativas, como ioga, meditação, ir para a natureza, olhar para a praia no horizonte e caminhar na floresta, são antídotos para o excesso de uso de aparelhos eletrônicos”, disse Elisa.

 

 

 

 “Cuidar do corpo é estar bem para você e com você.”

Daniel Cady

Já Daniel recomendou fazer as pazes com a comida, em vez de seguir dietas e radicalizar na alimentação saudável. “Não é que todo mundo tem que comer só orgânico e cozinhar. Tem que ter pelo menos um tempo para não almoçar na mesa do escritório, e sim comer em um lugar tranquilo, de preferência com uma companhia”, afirmou. “Comer de forma saudável tem a ver com a forma com que você se relaciona com a comida.”

 

Até o ex-atleta olímpico Robson Caetano, embaixador do Viva a Longevidade, deu uma palhinha.

 

“Quando terminei minha carreira como atleta, aos 36 anos, meu corpo estava em forma, nos cascos, mas eu passei por uma depressão profunda por não saber o que iria fazer dali por diante. Fazer um curso de Jornalismo, depois do de Educação Física, me ajudou muito. A conexão entre o corpo e a mente é fundamental, e os dois têm sempre que estar em atividade”, contou. “Conseguir se enxergar, e enxergar os outros, por meio de um sorriso e de um bom-dia, faz toda a diferença.”


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