Especialistas dão dicas de como envelhecer bem

Seminário Viva a Longevidade debate como podemos nos cuidar desde já para ter um futuro melhor

29/08/2019



Como você está cuidando do corpo, da mente, da família, das finanças e das emoções para ter uma velhice tranquila? Essa foi a reflexão proposta à plateia no último Seminário Viva a Longevidade, realizado no Rio de Janeiro no dia 26 de agosto. Durante uma manhã, cinco convidados falaram sobre como podemos começar hoje a nos preparar para garantir a qualidade de vida no futuro.

 

O evento começou com as boas-vindas da Dra. Thais Jorge, diretora da Bradesco Saúde, que falou sobre a importância de pensar em viver bem em todas as idades. “A Bradesco Seguros decidiu abraçar a causa da longevidade há 15 anos”, afirmou, apresentando as diversas iniciativas do Viva a Longevidade, como o Circuito da Longevidade e o Porteiro Amigo do Idoso. “Desejo que todos sejam muito felizes com os anos a mais que estamos conquistando.”

 

 

A seguir, o gerontólogo Alexandre Kalache, embaixador do Viva a Longevidade, apresentou os palestrantes, com quem dialogou durante todo o evento. Confira, a seguir, os principais pontos de suas apresentações.

 

 

Envelhecer com saúde

O primeiro a falar foi o médico Daniel Azevedo, especialista em geriatria. Ele ponderou que envelhecer bem significa cuidar não só do corpo, mas dos prazeres que nos trazem felicidade. “A mensagem é clara: mantenha seu corpo em movimento sempre que puder. Se puder caminhar um pouco mais, subir escadas, faça isso. Acumule capital de saúde.” Ele acrescentou que não existe uma pílula mágica da longevidade, por isso cada um deve viver a vida a seu modo, em seu ritmo. “A velhice é absolutamente heterogênea, não se pode definir um padrão de longevidade. A longevidade é uma experiência individual.”

 

 

Liberdade financeira

Ana Leoni, colunista do Valor Investe e autora do InstaBlog @dinheiro_com_atitude, abordou o aspecto financeiro da longevidade. “Liberdade financeira não está relacionada a poder comprar, mas sim a poder escolher. Ter o poder de escolher, tomar as próprias decisões financeiras, ajudar que esse [a falta de dinheiro] não seja mais um problema na frente. Se o seu eu presente for capaz de pensar no seu eu futuro hoje, esse vai ser um problema a menos lá na frente.” Para ela, o maior desafio para o planejamento financeiro é conseguir se projetar no futuro. “O nosso eu presente não consegue reconhecer o nosso eu futuro. Como a gente pode fazer algo hoje, abrir mão de muitas coisas ou reorganizar as nossas decisões em prol de uma pessoa que eu não conheço?”

 

 

Laços de família

Em uma velhice tranquila não há lugar para conflitos de família, observou a juíza Andréa Pachá, que usou sua experiência em varas de família para falar das brigas mais comuns entre parentes quando se trata do cuidado com os idosos. Ela ressaltou quão importante é construir valores como a solidariedade, a ética e o cuidado. “Não se colhe o que não se planta. Famílias que se constroem sobre esses valores costumam enfrentar melhor o envelhecimento. Nós todos envelheceremos melhor se conseguirmos construir um ambiente mais ético, mais justo e mais afirmativo da autonomia e da voz dos idosos. O convite que faço é que sejamos mais generosos com nossos velhos se quisermos ser acolhidos com mais generosidade quando lá chegarmos.”

 

 

Sem medo do tempo

A atriz Bruna Lombardi também subiu ao palco, desta vez para compartilhar algumas reflexões de vida com o público. “A gente ter tanto medo do tempo é um equívoco, mas não o único equívoco. A gente vive uma sociedade de grandes distorções. Enormes e imensas distorções diárias.” Para ela, envelhecer é uma oportunidade de enxergar o mundo sob outro prisma. “Existem duas maneiras de estar no mundo. Ou você diz assim: ‘o que o mundo veio me dar?’ ou você se pergunta ‘o que eu posso dar para o mundo?’. Essa diferença parece pequena, mas ela é extraordinariamente grande. E é absolutamente transformadora.”

 

 

Alegria, alegria

Por fim, a atriz Cissa Guimarães foi entrevistada por Kalache, que pediu a ela que falasse sobre como sua vida mudou após a morte do filho, Rafael, em 2010. “Não sou exemplo de superação, não. Não superei, não vou superar, não se supera uma morte. Mas eu mantenho a cabeça fora d’água para viver da melhor maneira que eu posso.” Isso, para ela, significou reencontrar o prazer de rir e de sentir alegria. “Em nome do Rafa, principalmente, eu quero viver feliz. Eu jamais serei 100% feliz, mas posso ser 80%, 90%, e vou ser. Vou correr atrás, em nome do amor maior.”

 

/ Dra. Thais Jorge, diretora da Bradesco Saúde, durante o Seminário Viva a Longevidade
/ O colunista do Viva a Longevidade, Alexandre Kalache, durante o Seminário Viva a Longevidade
/ O geriatra Daniel Azevedo durante o Seminário Viva a Longevidade
/ A educadora financeira Ana Leoni durante o Seminário Viva a Longevidade
/ A juíza Andréa Pacha durante o Seminário Viva a Longevidade
/ A atriz Bruna Lombardi durante sua palestra no Seminário Viva a Longevidade
/ Alexandre Kalache entrevista a atriz Cissa Guimarães durante o Seminário Viva a Longevidade
/ Debate entre os participantes do Seminário Viva a Longevidade
/ Debate entre os palestrantes do Seminário Viva a Longevidade
/ Debate entre os participantes do Seminário Viva a Longevidade

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