Fórum da Longevidade Bradesco Seguros 15 Anos de sucesso e oportunidades

Fórum da Longevidade Bradesco Seguros: 15 Anos de sucesso e oportunidades

Uma jornada pioneira para melhor entender e viver a longevidade

18/10/2017 - por João Marcelo Ruas



Se a humanidade somou no último século mais de 30 anos à expectativa de vida de cada indivíduo, o Fórum da Longevidade Bradesco Seguros veio para inspirar e refletir sobre a conquista desse novo ciclo de vida e a janela de possibilidades que se abriu na vida de todos nós.

 

Uma história que o Grupo TV1 e a Bradesco Seguros começaram a trilhar quando as questões da longevidade pouco entravam em pauta e passavam longe da agenda social do país.

 

Nesses 15 anos de suas edições anuais, o Fórum reuniu especialistas das mais diversas áreas para oferecer uma abordagem ampla e multidisciplinar ao tema, além de enriquecer o debate a partir do olhar, conhecimento e experiência de vida de artistas, empresários, jornalistas, atletas e personalidades do Brasil e do mundo que trouxeram maior projeção e visibilidade ao tema da longevidade.

 

O objetivo se mantém o mesmo desde o início: o de encarar o envelhecimento de forma positiva e abrangente e a partir de seus múltiplos aspectos e consequências - da qualidade de vida aos desafios econômicos, do impacto nas relações de trabalho e aposentadorias, dos avanços científicos aos novos padrões de comportamento.

 

Somando-se todas as edições, mais de 100 profissionais subiram ao palco para participar de discussões que transcenderam o espaço e tema do Fórum, alcançando a mídia e consequentemente ampliando o público, o alcance do conteúdo e a visibilidade da Bradesco Seguros como marca comprometida de forma pioneira com a bandeira e as questões da Longevidade. 

2019

Aprendizado ao longo da vida

Quem vive em um mundo que muda o tempo todo não pode parar de aprender.   E isso pode significar voltar à universidade para realizar um...

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2019 - Aprendizado ao longo da vida

Quem vive em um mundo que muda o tempo todo não pode parar de aprender.

 

E isso pode significar voltar à universidade para realizar um sonho, atualizar conhecimentos profissionais, descobrir como levar uma vida mais saudável e até mesmo como meditar e voltar a sua atenção para o momento presente.

 

O importante, mesmo, é manter acesa a curiosidade e cultivar o espírito do aprendizado ao longo de toda a vida.

 

Esse foi o centro do debate na 14ª edição do Fórum da Longevidade, patrocinado pela Bradesco Seguros e realizado no dia 12 de novembro, em São Paulo.

 

Ao longo do dia, dez convidados nacionais e internacionais falaram à plateia sobre a importância de estar sempre aprendendo, tanto no campo pessoal como no profissional, para viver a longevidade com mais propósito e leveza.

 

Durante o evento, conduzido pela apresentadora Cissa Guimarães, também houve a entrega dos Prêmios Longevidade, que reconheceram as melhores pesquisas, reportagens e histórias de vida sobre o tema. No fim, o apresentador e locutor Cid Moreira, de 92 anos, recebeu o reconhecimento como Ícone da Longevidade e contou algumas histórias curiosas aos convidados.

 

Quer saber o que mais rolou? Veja a seguir um resumo com os melhores momentos do 14º Fórum da Longevidade. 

 

Conhecimento para a longevidade

O médico gerontólogo Alexandre Kalache, consultor de longevidade da Bradesco Seguros e embaixador do Viva a Longevidade, abriu o evento lembrando que, em seus 14 anos, o Fórum da Longevidade chegou à adolescência. “Sabe o que quer dizer isso? Que ainda tem muito caminho por aí. Adolescente gosta de brincar, e é brincando que a gente aprende”, disse ele. Depois de fazer uma pequena brincadeira com a plateia, Kalache reforçou a importância de aprender em qualquer idade: “Se quisermos uma sociedade saudável daqui a 30 anos, quando teremos 67 milhões de brasileiros com mais de 60 anos, é premente se preparar. A gente precisa de saúde, resiliência e investir no nosso conhecimento do início ao fim da vida”.

 

A urgência do aprendizado

A primeira apresentação foi a de Alessia Forti, economista da OCDE e especialista em educação de adultos. Ela falou sobre alguns desafios no treinamento de profissionais mais velhos, ressaltando que apenas 40% dos adultos são treinados em algum momento da vida. “O aprendizado de adultos é uma questão urgente. Como as pessoas vivem mais, provavelmente vão trabalhar mais, e por isso precisarão se manter empregáveis em uma vida mais longa.” Ela explicou que ainda existem barreiras para esse aprendizado, como a falta de motivação, de tempo e de dinheiro: “As pessoas mais velhas devem ser um grupo-alvo do treinamento, para atualizar as suas habilidades e permanecerem empregáveis no mercado”.

 

A idade e o ganho de vida

A filósofa Viviane Mosé, por sua vez, fez uma reflexão sobre a nossa relação com o tempo. "Quando pensamos em tempo, pensamos em cronologia, em um relógio. Mas isso é só um padrão, um modo de organização. O tempo não é submetido ao vínculo com o espaço." Ela contou que, quando engravidou, aos 39 anos, descobriu que a idade era o tempo de vida de seu corpo, pois a médica disse que ela era mais jovem do que uma paciente de 22 anos desgastada fisicamente. “O tempo da vida cresceu com a gente. A velhice foi considerada um problema até ontem. Não pode mais ser considerada, porque estamos vivendo 80 e 90 anos. Isso tem que ser um ganho, um presente e uma alegria, mas ela só será alegria se significar ganho de vida”.

 

Universidade aberta aos idosos

A irlandesa Christine O’Kelly, da Dublin City University, contou como conseguiu transformar um projeto de abrir a universidade aos alunos mais velhos em uma rede internacional que hoje reúne 58 instituições. E não foi fácil. “Os mais velhos achavam que não tinham dinheiro para estudar e que não poderiam contribuir com nada. Havia muita dúvida e negatividade sobre estudar na universidade. Nós pedimos ajuda da comunidade para estabelecer os cursos. Não fomos nós que decidimos o que era melhor para eles. Fizemos o que eles queriam”, ela conta. Hoje, o programa tem mais de 800 participantes, e ela considera positivo o encontro de gerações em sala de aula: “Os alunos mais velhos nos ajudam a desafiar os estereótipos. Os mais jovens veem os mais velhos como alunos, e os mais velhos encontram no jovem um desafio. É importante que eles se encontrem e se aceitem”.

 

 

Viver com mais saúde

Para a médica geriatra e consultora da Organização Mundial da Saúde Karla Giacomin, as regras para ter uma boa saúde são bem simples. “Alimentação saudável, não fumar, beber com moderação, praticar atividade física e ter amigos”, listou. “Todos precisamos melhorar o nosso conhecimento em saúde.” Ela também ressaltou que aprender a viver de modo mais saudável deve ser uma preocupação de todas as gerações: “Isso vai exigir de nós algumas mudanças: aprender a ir mais devagar, ser positivo, viver em mais contato com a natureza, aprender a se divertir enquanto joga o jogo da vida, relaxar, meditar e ter fé. A saúde não é questão da ciência e da idade, ela é reflexo da vida e dos riscos que a gente assume a partir das nossas escolhas”.

 

Planejamento da aposentadoria 

O economista Marcos Silvestre começou sua palestra falando da sua fascinação pelo personagem Spock, da série “Star Trek”, conhecido por sua saudação: “vida longa e próspera”. “Eu me apaixonei por isso e tomei para mim a missão de fazer com que as pessoas tivessem uma vida longa e próspera”, contou. Ele reforçou que planejar a aposentadoria é uma boa maneira de ter prosperidade na maturidade. “Todos deveriam estruturar um projeto de aposentadoria particular, definindo uma meta de idade e estimando o tamanho da reserva financeira para gerar a renda necessária para ter uma vida digna. Tente acumular essa reserva o mais perto que conseguir chegar disso”, aconselhou.

 

Empregos para os 50+

O americano Tim Driver (a esquerda, na foto acima) falou sobre a empregabilidade dos 50+ e sua experiência à frente do site RetirementJobs.com, focado em vagas para os profissionais mais velhos. “Os 50+ querem um emprego novo, não o que já tiveram. Hoje, os setores que mais estão contratando profissionais mais velhos são os de enfermagem, saúde, ensino, varejo”, disse. Ele ressaltou a importância de investir na geração de empregos nessa faixa etária, já que os adultos tendem a ficar mais tempo no mercado. “Acredito que trabalhar por mais tempo resolve quase todos os problemas. Precisamos de talentos, e as pessoas com mais de 50 anos são mais engajadas e saudáveis quando estão trabalhando, e têm mais segurança financeira.”

 

O poder do mindfulness

O instrutor de mindfulness Gil Sant’Anna subiu ao palco para explicar um pouco o que é essa prática – e depois fez um exercício com a plateia: “Mindfulness é aprender a prestar atenção intencionalmente, de momento a momento, com curiosidade e compaixão. A compaixão é o não julgamento, é tentar só perceber as coisas que estão acontecendo”. Ele também mencionou alguns estudos que relacionam a prática de meditação e de atenção presente a benefícios como a redução do estresse e a manutenção de uma boa capacidade cognitiva em pacientes com Alzheimer. “Outros trabalhos importantes analisaram o efeito do mindfulness para reduzir o burnout dos cuidadores.”

 

Pesquisa Longeratividade

A grande maioria (97%) dos brasileiros com mais de 50 anos está mais interessada em aprender coisas novas do que em descansar. Esse foi um dos resultados da segunda edição da pesquisa Longeratividade, apresentada por Renato Meirelles, presidente do Instituto Locomotiva. O levantamento, feito em parceria com a Bradesco Seguros, também ressaltou que só cerca de um terço (37%) dos brasileiros está satisfeito com sua vida financeira e que a maioria acha que se aposentar definitivamente não significa ficar em casa descansando: 67% consideram importante ter uma ocupação e 63% concordam que quem tem uma atividade se sente mais feliz. Para os 50+, uma aposentadoria ativa é sinônimo de ter atividades, conviver com pessoas e sair bastante de casa.

Ícone da Longevidade

Para encerrar o evento, o locutor e apresentador Cid Moreira, de 92 anos, foi homenageado como Ícone da Longevidade e contou à plateia algumas histórias curiosas – como a do dia em que apresentou o Jornal Nacional de bermuda. “Eu estava jogando tênis em Itaipava. Consegui chegar em cima da hora para o jornal, o Léo Batista já estava na bancada. Como fui com a roupa de tênis, me vesti, sentei, apertei o nó da gravata e fui para o ar com o paletó e de bermuda”, contou. Ele também revelou que gosta de fazer musculação e pilates, e até hoje faz exercícios para manter o vozeirão. No fim, declamou um poema de Álvares de Azevedo e narrou um trecho da Bíblia. “Quem ama nunca desiste, porém suporta tudo com fé, esperança e paciência. O amor é eterno”, disse, citando um trecho da epístola do apóstolo Paulo aos Coríntios.

 

Prêmios Longevidade

Durante o Fórum da Longevidade também foi realizada a premiação do Prêmios Longevidade, que neste ano teve uma nova categoria, a de Fotografia, em Histórias de Vida. Confira os vencedores nas modalidades Pesquisa, Jornalismo e Histórias de Vida.

 

Confira a galeria de fotos do evento aqui.

2018

O Futuro da Longevidade

Como será o amanhã de um país que está envelhecendo rapidamente e que, em 2030 (ou seja, daqui a 12 anos!), já terá mais idosos do que...

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2018 - O Futuro da Longevidade

Como será o amanhã de um país que está envelhecendo rapidamente e que, em 2030 (ou seja, daqui a 12 anos!), já terá mais idosos do que crianças? Essa foi a provocação feita a especialistas das mais variadas áreas — da gerontologia às finanças — na 13ª edição do Fórum da Longevidade, patrocinado pela Bradesco Seguros e realizado no dia 21 de novembro, em São Paulo.

 

No decorrer de todo o dia, 10 palestrantes falaram sobre as perspectivas do envelhecimento no Brasil, mostraram os avanços da medicina e da tecnologia que nos ajudarão a ter uma velhice melhor e ensinaram a plateia a preparar a mente e as finanças para um novo estilo de vida, em que se reinventar será a chave para ter uma vida feliz e independente depois dos 60 anos.

 

Até mesmo uma nova palavra foi apresentada ao público que compareceu ao Fórum: “longeratividade”, ou seja, uma longevidade pra lá de ativa, com muitos planos e sonhos, como mostra uma pesquisa apresentada pelo Instituto Locomotiva. No final, uma homenageada muito especial contou como mantém, aos 85 anos, a mesma alegria e vontade de viver e trabalhar que tinha em sua mocidade.

 

revolução da longevidade

O médico gerontólogo Alexandre Kalache, especialista em longevidade e colunista do Viva a Longevidade, abriu o evento mostrando como o Brasil passa por uma revolução quando se fala de envelhecimento. “Em 2050, 31% da população vai ter mais de 60 anos. Vamos fazer, em uma geração, o que os países mais velhos do mundo fizeram ao longo de séculos”, explicou. Por isso, teremos de repensar nosso curso de vida: em vez de dividi-la em fases que se sucedem ― estudar, trabalhar e se aposentar ―, vamos viver todas essas experiências ao mesmo tempo. “Como o mundo está em transformação, vamos ter de construir uma vida de aprendizado constante.”

 

Uma nova vida em cada idade

Se já é uma certeza que podemos, sim, chegar aos 100 anos, a grande questão passa a ser se desejamos chegar lá ― e de que forma —, apontou a especialista em gerontologia, Denise Mazzaferro, coautora do livro “Longevidade: os desafios e as oportunidades de se reinventar”. Para ela, quanto mais vivermos, mais passaremos por transformações, como mudar de carreira ou tentar um novo tipo de relacionamento amoroso, e devemos nos preparar psicologicamente para essas transições. “Não é só direito do jovem experimentar novas habilidades”, afirma Mazzaferro, que considera o autoconhecimento fundamental nesse processo. “Quando nos reinventamos, é preciso saber quem nós somos.”

 

Genética x estilo de vida

Como pode um rapaz de 15 anos ter as rugas e a cabeça calva de um senhor de idade avançada? Trata-se de um jovem geneticamente idoso, com uma mutação que leva ao envelhecimento precoce, explica a geneticista Lygia da Veiga Pereira, pesquisadora e professora da USP, ao mostrar uma foto em que uma mãe abraça seu filho adolescente. "Isso é uma porta de entrada para entender o envelhecimento", completa. Mas desvendar os segredos do DNA não basta para levarmos uma vida mais longeva e saudável. As pesquisas com o genoma podem ajudar os médicos a prever doenças e desenhar terapias mais eficientes, mas ainda temos de fazer a nossa parte e adotar um estilo de vida saudável, o que nos ajuda a retardar o aparecimento de doenças que estamos geneticamente predispostos a ter. "Nós somos um produto do nosso genoma, sim, mas do nosso estilo de vida também."

 

Inteligência coletiva a favor dos mais velhos

Como preparar o mundo para ser um lugar amigável a uma população cada vez mais velha? “Para um novo envelhecimento, precisamos ter uma mentalidade diferente. Como dizia Albert Einstein, não podemos resolver os problemas com o mesmo pensamento que os criou”, reflete Stephen Johnston, um dos fundadores da plataforma global Aging2.0, que reúne diferentes pessoas para pensar em soluções para melhorar a vida dos mais velhos em diversos pontos, desde saúde do cérebro até finanças. Isso inclui, por exemplo, criar um carrinho de compras funcional para os idosos ou um serviço de compartilhamento de quartos vagos em casa com pessoas mais jovens. “Nós não precisamos pensar apenas em inovar produtos e serviços, e sim em inovar o sistema, em criar uma maneira de pensar, para que a sociedade esteja apta para uma nova geração.”

 

Inovação e bem-estar

O que a tecnologia reserva para o nosso futuro? A inteligência — e as profissões que dependem só dela — vai ficar a cargo de cérebros eletrônicos que facilmente aprendem funções automáticas, como os cálculos, prevê o jornalista Pedro Doria, especialista em inovação e tendências do mundo digital. Máquinas que aprendem tarefas vão nos ajudar a pedir socorro quando cairmos, prever um aumento de pressão ou iluminar o caminho de quem vai ao banheiro de madrugada. E o mapeamento genético nos ajudará a prever algumas doenças que podem ameaçar nosso bem-estar na velhice. “A maneira como a tecnologia está se desenvolvendo faz com que consigamos levar esta vida para bem mais adiante, com mais saúde. A ideia de chegarmos aos 100 anos lúcidos, com capacidade de nos mexermos, resolvendo as partes motoras e cognitivas, é realmente atraente.”

 

Educação para o envelhecer

Ao contrário do que muita gente acredita, o envelhecimento começa bem cedo ― aos 28 anos —, revela a geriatra e clínica geral Maísa Kairalla, ex-presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia – Seção São Paulo. “As pesquisas mostram que viveremos 75 anos, mas perderemos a qualidade de vida aos 65”, diz. Ou seja, para chegar bem aos 60 anos, vamos precisar cuidar do corpo desde a juventude ― e conscientizar até mesmo as crianças sobre a importância de se cuidar bem. De acordo com a Dra. Kairalla, se fôssemos um carro, seria assim: “só 30% dos defeitos vêm de fábrica, ou seja, são a carga genética. Os outros 70% são a manutenção, que depende da gente.” No futuro, cuidar da saúde dos mais velhos não deve ser só uma responsabilidade dos geriatras, e sim de todos os médicos, que terão de estudar, em sua especialidade, quais são as particularidades do envelhecer, para entender melhor os problemas de saúde dos mais velhos.


Quem vai cuidar dos mais velhos?

Assim como ao nascer precisamos do cuidado de nossos pais, quando envelhecermos também necessitaremos de alguém que nos apoie, aponta Marília Berzins, Doutora em Saúde Pública pela USP, Mestre em Gerontologia pela PUC-SP e uma das líderes do Observatório da Longevidade Humana e Envelhecimento (OLHE). “Envelhecer com dignidade é um direito humano fundamental. Não devemos culpabilizar o indivíduo que precisa de cuidado.” Em sua fala, ela reforçou a importância de as políticas públicas preverem esse cuidado com os idosos, que não devem ser deixados a cargo apenas de suas famílias ― e, especificamente, só das mulheres. “Estamos avançando um pouco, porque existem casais que já dividem o cuidado dos filhos. Nesse sentido, o homem começa a treinar para um dia cuidar da esposa, da mãe, da sogra e de todos os que precisarem. É um processo de educação contínua.”

 

Planejando para uma aposentadoria tranquila

De saída, a jornalista Mara Luquet, especialista em investimentos e finanças pessoais ― e nossa colunista no Viva a Longevidade ―, já avisa: se você é daqueles que ficam esperando sobrar algum dinheiro para só depois poupar para a aposentadoria, não vai começar nunca. “O ponto de partida é aprender a fazer escolhas, esse é o ponto fundamental para todos nós, desde cedo", afirma. Seu conselho é definir, logo, do que podemos abrir mão no presente, em troca de uma velhice financeiramente tranquila. Ela também contou um caso curioso: na Inglaterra, as mulheres que trabalham estão tendo filhos aos 40 anos e, por isso, aos 20, já começam a fazer um plano de previdência para poder curtir a maternidade numa boa, quando os filhos chegarem. Como elas, todos devemos nos preparar para uma aposentadoria sem sustos. "Viver muito custa caro. A melhor coisa que você pode fazer por seu filho é não depender financeiramente dele [no futuro].”

 

A corrida populacional

O mundo hoje vive uma corrida populacional, na qual os países estão disputando como vão resolver os problemas ligados ao envelhecimento global, explica o jornalista Jorge Félix, especialista em demografia do envelhecimento. “A questão crucial é que o Brasil precisa de pesquisa para evoluir e atender às novas demandas”, afirma. E completa: “O envelhecer não é só custo, é uma fonte de riqueza.” Já as novas gerações terão de se planejar para viverem bem em um mundo mais velho. “Vejo que as pessoas planejam a questão financeira e depois não planejam como irão morar. Irá morar perto de quem? Como será sua casa? Como damos resposta antigas a todos os problemas novos, acho que as pessoas pensam essa questão da moradia de uma forma muito ligada ao passado, a outra realidade.”

 

Solidariedade entre as gerações

A primeira homenageada do dia foi a Baronesa Sally Greengross, diretora-executiva do Centro Internacional de Longevidade (ILC, na sigla em inglês) na Inglaterra e membro da Câmara dos Lordes no parlamento britânico. Ela recebeu uma menção honrosa por sua uma experiência de mais de 40 anos em questões ligadas ao envelhecimento saudável e a políticas para idosos. Em sua fala, convocou jovens e idosos a pensarem juntos em saídas para um envelhecimento sustentável. “A participação de todos é fundamental, porque os projetos só funcionam quando todos trabalham juntos. Com diferentes competências reunidas, podemos conseguir muito mais”, declarou. Para ela, idosos e jovens não devem concorrer pelas políticas públicas e pelos investimentos. “Quero ver um futuro de cooperação, e não de ressentimentos, entre as gerações. Se não nos ajustarmos para atender às necessidades da população, teremos imensos problemas. Na Inglaterra, a rainha Elizabeth costumava escrever cartões parabenizando quem chegava aos 100 anos. Hoje ela já não faz mais isso, porque sozinha não conseguiria dar conta.”

 

A cara da “longeratividade”

Essa palavra nova nasceu da junção de “longevidade” com “atividade” e é uma definição, criada pelo Instituto Locomotiva, para mostrar o retrato dos brasileiros com mais de 50 anos, que hoje chegam a 54 milhões, uma população equivalente à da Espanha. O Instituto apresentou os resultados de seu primeiro estudo sobre três aspectos da longevidade: planejamento, trabalho e aposentadoria; consumo e renda; e visão e valores. “A ideia do que é ser velho está mudando. Apesar dos medos, a maioria absoluta das pessoas tem orgulho de suas realizações na vida e faz planos para o futuro”, aponta Renato Meirelles, presidente do Instituto Locomotiva.

 

Ícone da longevidade

Para fechar o dia, a atriz Nicette Bruno subiu ao palco com a filha Beth Goulart para receber uma homenagem. Aos 85 anos de vida e 71 de carreira, foi celebrada por ser um ícone da longevidade e, com a filha, compartilhou algumas de suas histórias com o público, como a de como conheceu seu marido, Paulo Goulart (falecido em 2014), ou de como sua mãe, que era médica, virou atriz. “Eu não percebo que esse tempo todo passou. Como não ter alegria de subir num palco e ter esse contato com o público, essa troca de energia? Eu tenho que ser assim, alegre, porque eu faço o que amo”, declarou a atriz, que se orgulha de envelhecer. “Não temos de pensar em envelhecimento, e sim em maturidade, em aprendizado, em realizações que ainda temos por fazer. Se eu continuar com esta vontade de viver que eu tenho, eu vou ser tataravó.”

 

Prêmios Longevidade

O evento também foi palco da cerimônia de premiação do Prêmios Longevidade. Você vê a lista dos vencedores nas modalidades Pesquisa em Longevidade, Jornalismo e Histórias de Vida nesta matéria aqui.

 

Confira a galeria de fotos do evento.

2017

Construindo a qualidade da vida longeva

O aumento da esperança de vida é uma conquista da nossa sociedade. E cada conquista traz um novo desafio. Já tendo conseguido estender a...

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2017 - Construindo a qualidade da vida longeva

O aumento da esperança de vida é uma conquista da nossa sociedade. E cada conquista traz um novo desafio. Já tendo conseguido estender a nossa existência por mais de 30 anos no último século, será possível adicionar qualidade de vida ao tempo a mais que conquistamos? O que é preciso para termos uma vida com mais qualidade, saúde e bem-estar em qualquer etapa? Essa foi a reflexão proposta pela 12ª edição do Fórum da Longevidade patrocinado pela Bradesco Seguros.

Se para construir uma casa são necessárias bases sólidas para sustentá-la, para construir uma qualidade de vida longeva também não é diferente. E o que nos garantirá um bom envelhecer é a integração e a harmonia de nossas ações em quatro pilares: saúde, educação continuada, participação e segurança. Esses foram os temas apresentados e discutidos por especialistas de diversas áreas, do Brasil e do exterior, consolidando o esforço pioneiro do Fórum que, desde 2006, vem fortalecendo e ampliando o debate sobre os impactos da longevidade no país.

Novo envelhecimento

O arquiteto alemão Matthias Hollwich é um entusiasta do que chama de new aging, a nova maneira como estamos encarando o envelhecimento. Ao completar 40 anos, ele passou a pesquisar mais sobre o assunto e descobriu que, apesar de alguns avanços, ainda há muito o que se fazer, como valorizar o envelhecimento, reforçar as relações humanas e unir gerações – e não mais segregar os mais velhos da vida em sociedade. “O envelhecimento é um presente que recebemos da vida”, disse Hollwich durante a palestra que abriu as discussões do Fórum. “Para entender como envelhecer melhor temos muito a aprender com os pioneiros, aqueles que já estão vivendo mais”, concluiu.  

Saúde

O pilar saúde trouxe reflexões sobre as reais possibilidades de uma vida mais saudável. “Não existem milagres, existem escolhas”, explicou a professora de saúde pública da Universidade de São Paulo, Marília Louvison (à direita na imagem abaixo). O debate sobre esse pilar do envelhecimento ativo recebeu contribuições da médica geriatra Cláudia Burlá. Ela ensina que, para envelhecer bem e com a mente funcionando, é preciso ouvir o nosso corpo para antecipar os problemas: “No envelhecimento, há tempo de nos adaptarmos a uma nova situação.”

Social

O pilar social trouxe os aprendizados de uma experiência realizada na região sul da Austrália. A empreendedora social Gabrielle Kelly contou como o seu projeto no Centro de Bem-Estar e Resiliência promove a integração e capacitação de idosos para que toda uma comunidade viva com resiliência.

Finanças

Estamos preparados financeiramente para lidar com o iminente envelhecimento, tanto o individual quanto o da população? Essas foram as questões que guiaram as reflexões em torno do pilar financeiro. Com a visão global da demografia, Karen Glaser (à esquerda na imagem abaixo), diretora do Instituto de Gerontologia do King’s College London, explicou as causas e consequências do envelhecimento e comparou a maneira como diferentes países enfrentam essa nova realidade. O economista e pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Paulo Tafner, trouxe a análise dos impactos do envelhecimento no Brasil. Segundo ele, teremos um grande desafio para as gerações futuras e o país não pode desperdiçar a chance de gerar riquezas antes de envelhecer. Mara Luquet, jornalista especializada em finanças pessoais, afirmou que a revolução da longevidade implicará em uma dinâmica de reinvenção pessoal quando o assunto é trabalho e aposentadoria.

Conhecimento

A importância de aprender sempre, para manter a mente saudável e o cérebro ativo ao longo de toda a vida, foi abordada por Pedro Calabrez, especialista em neurociências e professor da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Segundo ele, precisamos construir novas conexões e desafiar o nosso cérebro constantemente para manter a mente ativa.

Embaixadores da longevidade

O site Viva a Longevidade, iniciativa que recebe o patrocínio da Bradesco Seguros, foi lançado oficialmente durante o evento. Junto a ele, foram apresentados os embaixadores da plataforma da longevidade: o medalhista olímpico Robson Caetano (bem-estar), a planejadora financeira Mara Luquet (finanças) e o médico gerontólogo Alexandre Kalache (saúde e conhecimento).

Ícone da longevidade

O cantor e compositor Toquinho foi homenageado como Ícone da Longevidade. Aos 71 anos, ele lembrou sua trajetória de vida, contou as histórias de seus sucessos e de suas parcerias com ícones da música brasileira e de diferentes gerações, como Jorge Ben, Chico Buarque e Vinicius de Moraes. 

Toquinho, que está vivendo uma nova paixão, cantou uma música inédita inspirada na sua nova musa, lembrou a resiliência de Vinicius no verso “Sei lá...a vida tem sempre razão” e também deu a sua receita para viver bem: “o humor é fundamental, sem humor não dá para viver. Quem não tem humor envelhece jovem.”

/ XII Fórum da Longevidade
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2016

Expandindo as Fronteiras da Longevidade

Os avanços da ciência e da tecnologia estão permanentemente ampliando as possibilidades para que todos aqueles que envelhecem possam...

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2016 - Expandindo as Fronteiras da Longevidade

Os avanços da ciência e da tecnologia estão permanentemente ampliando as possibilidades para que todos aqueles que envelhecem possam aproveitar cada vez melhor e com maior qualidade de vida, os anos conquistados. Foi o que se comprovou no Fórum da Longevidade Bradesco Seguros que mostrou como as inovações que impactam, a cada dia, os hábitos e o comportamento de crianças e jovens também ajudam a reinventar a vida da população idosa.

Para quem envelhece, a própria noção de tempo se torna mais do que nunca relativa e muito distante do que imaginavam nossos ancestrais. Para inspirar os convidados, o Fórum convidou o físico Luiz Alberto Oliveira, doutor em Cosmologia e Pesquisador do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF/MCT) que trouxe uma grande reflexão sobre o tempo. Desde os ciclos arcaicos, determinados pela natureza, passando pela revolução do relógio mecânico, que deu autonomia à organização social, até as pesquisas recentes com outras formas de temporalidade, em que o infinito pode caber em um instante. O professor concluiu com uma lição: “Devemos deixar de encarar o tempo como uma passagem em linha reta que nos leva do passado para o futuro e passar a viver mais o aqui e o agora imaginando que navegamos nessa grande nave que chamamos de presente”.

É no presente também que já estamos vivendo as conquistas que especialistas de diferentes áreas apresentaram e discutiram nessa décima primeira edição do Fórum como as tecnologias que oferecem maiores recursos para a área médica; proporcionam conforto; aproximam pessoas e permitem que, não importa a idade, possamos continuar aprendendo e gerando valor à sociedade.

Tom Kamber, PhD em Ciência Política pela University College New York (UCNY), Professor de Empreendedorismo Social e Filantropia na Columbia University e fundador e CEO do Older Adults Technology Services (OATS), mostrou os resultados das ações de capacitação de idosos em tecnologia da informação. Uma das alunas, de 70 anos, criou uma loja virtual para vender seus tricôs e um idoso imigrante nigeriano economizou o custo de advogado e cuidou do próprio processo para obter seu Green Card. “Mais do que cursos com bons conteúdos”, recomenda ele, “o segredo é oferecer ambientes em que os idosos possam se sentir acolhidos. A troca e a convivência entre eles é parte essencial do aprendizado”.

A revolução da sociedade longeva foi o tema abordado pelo diretor do Centro de Longevidade Internacional do Reino Unido (ILC-UK), David Sinclair, que também é pesquisador, consultor e especialista em políticas públicas para o envelhecimento e mudanças demográficas. “Na Europa, os idosos compõem um grupo consumidor com poder aquisitivo de 2 bilhões de euros que não pode ser desprezado”, mas ele também alerta: “a tecnologia deve servir para simplificar e não complicar”. Como exemplo positivo mostrou dispositivos de simples operação que podem salvar vidas de idosos que moram sozinhos, avisando sobre intercorrências e acidentes domésticos.

Os avanços tecnológicos dos últimos anos também resultaram em uma maior compreensão da mente humana como demonstrou o professor do Laboratório de Neurociência da UFSC, Emílio Takase, Doutor em Psicologia Experimental pela USP. Ele levou para o palco do Fórum exercícios de neuróbica, a ginástica cerebral que ajuda na recuperação das atividades cerebrais em pessoas de todas as idades. E concluiu lembrando que “para manter uma vida ativa é preciso manter o cérebro ativo”.

Para vislumbrar o futuro a partir das principais tendências e entender o comportamento de consumidores cada vez mais idosos, o Fórum convidou o consultor Luiz Rasquilha, professor da FIA. Para ele, “o mundo vive uma nova revolução industrial na qual obter o diferencial nos negócios significa ser capaz de gerar inovações de forma rápida. E essa capacidade independe da idade”.

No ano que o Bradesco e a Bradesco Seguros apoiaram de forma decisiva a Rio 2016, o Fórum criou um momento legado. Numa conversa descontraída, a eterna rainha do basquete, Hortência, e a atriz e apresentadora Cissa Guimarães discutiram receitas para reduzir os impactos do esporte de alta performance e como, mesmo longe das quadras, não perder o ritmo, aliando exercícios com alimentação saudável para manter o corpo sempre ativo e em equilíbrio.

A emoção final foi a homenagem à cantora Vanderléa. Com toda simpatia e carisma, a rainha da Jovem Guarda falou da alegria de alcançar a longevidade continuando fazendo o que mais gosta: “cantar me mantém viva e feliz”.

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2015

Inspirando um mundo melhor para todas as idades

As cidades amigas do idoso foram o ponto de partida do X FORUM DA LONGEVIDADE BRADESCO SEGUROS. E a grande contribuição das discussões foi...

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2015 - Inspirando um mundo melhor para todas as idades

As cidades amigas do idoso foram o ponto de partida do X FORUM DA LONGEVIDADE BRADESCO SEGUROS. E a grande contribuição das discussões foi mostrar que quando uma cidade, uma empresa ou qualquer instituição se prepara para receber e atender seus públicos levando em conta questões como mobilidade, acessibilidade, segurança e bem-estar, quem sai ganhando não são apenas os idosos, mas qualquer pessoa e em qualquer idade.

Jornalista econômica comprometida com a causa da longevidade, Mara Luquet abriu o Fórum trazendo o relato o pessoal de quando precisou reorganizar a sua vida para cuidar da avó idosa. Mas se desdobrar entre a casa e o trabalho foi apenas um dos desafios que encontrou: “eu descobri na pele que envelhecer custa muito caro e que a gente não está preparado para pagar o preço”. Especializada em planejamento pessoal que abraçou de forma pioneira a causa da longevidade reforçou, com propriedade, a necessidade de se iniciar o planejamento para a velhice o quanto antes, mas lembrou de que “nunca é tarde para começar”.

A antropóloga norte-americana Ruth Finkelstein, professora da Universidade de Columbia (EUA), e coordenadora do programa Cidade Amiga do Idoso, do prefeito Michael Bloomberg (2012) destacou algumas ações que tornaram Nova York mais humana e melhor para todos. Um exemplo foi a mudança de todo o sistema de semáforos para dar mais tempo para os idosos atravessarem a rua. Com disposição para caminhar e se exercitar pela cidade, os idosos não têm a mesma resistência dos mais novos e se queixavam da falta de toaletes públicos e bancos para descansar. A solução veio com ajuda da iniciativa privada. Ruth e equipe incentivaram o comércio a oferecer banheiros e áreas de descansos e em troca receberam da Prefeitura o selo de Age-friendly Business.

Michael Hodin, ex-executivo sênior da multinacional Pfizer, autor do blog “Age and Reason” no site jornalístico The Huffington Post e integrante da “Global Coalition on Aging" trouxe suas experiências à frente de programas de valorização do idoso e concluiu lembrando que “em um mundo onde múltiplas gerações precisam dividir tudo seja um cubículo de escritório ou um grande déficit previdenciário, apenas a cooperação intergeracional poderá promover as transformações necessárias sejam sociais, políticas ou econômicas”.

Os impactos do aumento da expectativa de vida estão em todo lugar. Márcia Tavares, diretora de Desenvolvimento Institucional da seção brasileira do Centro Internacional de Longevidade (ILC-BR) e autora do livro “Trabalho e longevidade: como o novo regime demográfico vai mudar a gestão de pessoas e a organização do trabalho”, disse no Fórum que “as empresas e a sociedade vão ter que se adaptar rapidamente e mudar essa ideia de que o idoso está roubando o lugar de um trabalhador mais novo e promissor”.

Entre as atrações da décima edição do Fórum também se destacaram o cineasta Gabriel Martinez, diretor do elogiado documentário “Evelhescência”. Ele dividiu com os convidados as histórias dos bastidores da produção que reuniu idosos de diferentes profissões e estilos de vida pouco convencionais, rompendo os limites da idade para viverem intensamente.

O psicólogo Claudemir Oliveira, ex-executivo de Treinamento da The Walt Disney Company, veio para mostrar como uma das líderes mundiais do ramo do entretenimento trabalha para encantar clientes de todas as idades. Nos parques planejados para garantir total acessibilidade e segurança do público, as famílias podem juntas aproveitar os passeios e atrações criados “para agradar crianças dos 8 aos 80”.

Um “Encontro de Gerações”, reuniu no palco a colunista de tecnologia de “O Globo” Cora Rónai e sua mãe, Nora Rónai – que, aos 90 anos, se tornou recordista dos 100 metros borboleta na Natação Master, com tempo de 3 minutos e 51 segundos. Córa arrebatou a plateia com as histórias de quem passou por desafios e privações mas conseguiu superar tudo com lucidez e bom-humor.

Histórias que aprendeu a contar com otimismo e esperança para os seus netos e agora ganham as páginas de livros que conquistam novos leitores.

Ao longo do fórum foram apresentadas as pílulas da Longevidade, série de programetes produzida pela Bradesco Seguros com personalidades brasileiras de diferentes áreas como Ivaldo Bertazzo, Alexandre Kalache, Glória Coelho e Miriam Goldenberg. Com imagens simbólicas e narrados em primeira pessoa, os mini-documentários oferecem uma visão multifacetada sobre o envelhecimento e buscam inspirar novas atitudes em relação à vida e longevidade.

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2014

Caminhos e Desafios de Homens e Mulheres Rumo à Longevidade

As diferenças entre os gêneros masculino e feminino que definem e influenciam a trajetória de vida também trazem consequências para quem...

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2014 - Caminhos e Desafios de Homens e Mulheres Rumo à Longevidade

As diferenças entre os gêneros masculino e feminino que definem e influenciam a trajetória de vida também trazem consequências para quem alcança a longevidade. É o que especialistas das mais diferentes áreas comprovaram no IX Forum da Longevidade Bradesco Seguros. A maneira como somos criados, cuidados, educados e até protegidos trazem marcas mas também algumas importantes lições. E essa edição quis saber o que afinal homens e mulheres podem aprender uns com os outros para envelhecer de forma mais ativa com mais equilíbrio.

A antropóloga Miriam Goldenberg, professora da UFRJ e colunista da FSP, cruzou conhecimento, experiência pessoal e dados de uma vasta pesquisa com idosos para afirmar que “se é verdade que as mulheres morrem mais tarde do que os homens, como já se sabe, também é verdade que, na velhice, quem cuida das mulheres são suas amigas e quem cuida dos homens são as mulheres”. Com a segurança de quem entrevistou 50 idosos em profundidade, ela concluiu sua apresentação de forma inspirada, lembrando que o melhor cuidado que podemos ter por nós mesmos e pelos outros “é ter um projeto de vida”. Para concluir, resumiu a essência do seu projeto Bela Velhice: “Eu tenho um sonho de que, um dia, o velho será considerado lindo e que poderemos viver em uma nação em que as pessoas não serão julgadas pelas rugas da sua pele e, sim, pela beleza do seu caráter”.

Em sua participação, Cláudia Burlá, médica especialista em geriatria pela Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia relatou suas experiências clínicas com homens e mulheres. Confirmando que, apesar das mulheres viverem mais, “elas são mais frágeis do que os homens e, quando adoecem gravemente, demoram mais para morrer necessitando de maiores cuidados paliativos no final da vida”. E o economista Marcos Silvestre comparou o lado pessoal e profissional para analisar como homens e mulheres projetam e se planejam para a longevidade.

A pesquisadora e professora de Saúde Pública e Envelhecimento da Universidade de Montreal, Maria Victoria Zunzunegui, apresentou a relação entre os gêneros e a longevidade trazendo os resultados de pesquisa realizada em 4 países: Canadá, Bolívia, Brasil e Albânia. O trabalho revelou que o sexo biológico não tem relação com o gênero e cada indivíduo pode ter características tanto masculinas como femininas. Para aprofundar a tese, a professora tem aplicado um teste desenvolvido nos anos 70, com a intenção de identificar a escala de feminilidade e masculinidade de cada um. O teste apresenta quatro quadros: feminino, masculino, andrógino e não diferenciado.

O mesmo teste foi aplicado no Fórum pelo professor e consultor de Longevidade da Bradesco Seguros, Alexandre Kalache. A conclusão aponta que as pessoas andróginas, têm um leque maior de possiblidades pois podem tanto usar suas características femininas como masculinas para se adaptar melhor aos desafios da vida. Já aqueles que se enquadram no gênero “não diferenciado” apresentam baixa pontuação em ambos os papéis o que pode indicar uma saúde mais precária na velhice.

As razões históricas que diferenciaram homens e mulheres foram traçadas pela historiadora Mary Del Priore por meio de uma linha crescente desde o século 18 para apontar desafios e conquistas das brasileiras que precisaram romper barreiras ao longo dos séculos para ocupar seu lugar na sociedade. Divididas entre o trabalho e a maternidade, ainda procuram se equilibrar nessa “dupla jornada”. Cada vez mais ativas economicamente elas estão menos disponíveis para o papel de cuidadoras. Mas segundo a autora de uma dezena de livros de história “as mulheres terão uma qualidade d vida melhor na longevidade quando pensarem mais no coletivo do que no individual”.

Para o psicólogo John Gray, autor do best-seller “Homens são de Marte, Mulhers são de Vênus”, o segredo para uma vida longa e saudável está no casamento: “pessoas bem casadas têm menos câncer, menos doenças cardíacas, menos Alzheimer”. Além de buscar o equilíbrio no casamento, Gray também deu receitas para eliminar toxinas “beber agua morna com limão pela manhã ajuda o fíagado a produzir bílis eliminando hormônios que causam maus sentimentos”. Para aumentar a produção de testosterona recomendou consumir vegetais crucíferos como brócolosi, couve-flor e couve de Bruxelas”. E nunca economizar naquilo que todos temos para dar e gostamos de receber em qualquer idade: “atenção e afeto”.

Como ícone da longevidade, o Fórum convidou o jornalista e escritor brasileiro, Zuenir Ventura. Numa conversa franca e bem-humorada ele falou do otimismo, uma característica marcante de sua personalidade “é natural, não faço nenhum esforço, até porque eu acho que você tem muito mais vantagens sendo otimista do que pessimista”. Zuenir destacou ainda a importância do amor na sua vida e se confessou apaixonado pela esposa Mary Ventura com quem é casado há mais de 50 anos. Falou também do papel da amizade como fundamental na construção da velhice. Para manter a mente ativa citou suas caminhadas diárias: “a endorfina que a atividade física produz ajuda a manter a minha mente ativa e produtiva".

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/ Zuenir Ventura no IX Fórum da Longevidade
2013

O cuidado com a vida longeva

A vida se completa com o envelhecimento. Período de limitações e fragilidades que se compara aos primeiros anos quando, para crescer e se...

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2013 - O cuidado com a vida longeva

A vida se completa com o envelhecimento. Período de limitações e fragilidades que se compara aos primeiros anos quando, para crescer e se desenvolver, a vida também depende de toda atenção e cuidados. O VIII Fórum da Longevidade Bradesco Seguros aprofundou as questões de saúde e os cuidados relacionados ao envelhecimento.

Logo na abertura trouxe uma pesquisa do IBGE sobre a população com mais de 60 anos que concluiu: envelhecer sem doença crônica é uma exceção. E que apenas 22,6% desses idosos afirmam não ter nenhuma doença crônica e quase metade afirma ter duas ou mais doenças.

A professora de saúde pública da Universidade de Columbia (EUA), Linda Fried, trouxe sua visão sobre envelhecimento saudável e a necessidade de cuidados no fim da vida. Especialista em geriatria e epidemiologia, a professora trabalha para acredita ser possível construir um mundo em que o envelhecimento crescente possa “trazer benefícios a pessoas de todas as idades”.

Aspectos da ciência e proteção ao fim da vida, foram abordados pela médica, geriatra e doutora em bioética pela Universidade do Porto, Cláudia Burlá. Para ela, os cuidados paliativos constituem uma resposta indispensável aos problemas do final da vida. E é preciso torná-los cada vez mais uma realidade que envolva profissionais de saúde e familiares, “em nome da ética, da dignidade e do bem-estar de cada ser humano”.

O debate sobre cuidados no fim da vida teve as participações de Jane Barratt, Secretária Geral da Federação Internacional de Longevidade que trouxe a sua experiência em saúde pública para falar sobre o papel comunitário no cuidado e a relação entre envelhecimento e incapacidade física e mental. A economista e demógrafa, professora da FGV e diretora do IPEA, Amélia Camarano, defendeu a necessidade de uma política de cuidados que vá além da visão filantrópica, com uma rede de apoio em hospitais e centros de convivência que “ajudem a família a cuidar do idoso dependente”. Especialista em geriatria e gerontologia com Yeda Duarte trouxe para a discussão questões práticas do cuidado. Desde o perfil e o treinamento dos cuidadores até os custos diretos e indiretos diante da nova PEC. E o economista Bernardo Queiroz, da UFMG, fez um alerta sobre os altos custos da velhice e a implosão de um modelo previdenciário que, em sua criação, não previu o envelhecimento populacional.

Num mundo que envelhece cada vez mais, algumas regiões envelhecem ainda mais e melhor do que o resto do planeta. São as chamadas “Blue Zones” objeto de estudo do jornalista, fotógrafo e explorador da National Geographic, Dan Buettner.

Por dez anos ele viveu e conviveu com moradores idosos da Sardenha, na Italia; Okinawa, no Japão; Loma Linda, na Califórnia - EUA; na ilha de Icária, na Grécia e Nicoya, na Costa Rica.

Dentre as lições aprendidas, Dan Buettner dividiu com o público do Fórum o que formatou como características daquelas pessoas longevas: vivem próximo à natureza onde tudo é feito manualmente; cultivam a espiritualidade com rezas ou meditação; se alimentam com plantas e peixes e comem pouca carne vermelha; bebem vinho de forma moderada e comem devagar; praticam ações comunitárias; não fumam e mantém as famílias sempre unidas.

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2012

Economia da longevidade: uma nova fronteira

No Brasil que se surpreendia com os efeitos positivos de uma nova ordem econômica, o VII Fórum da Longevidade Bradesco Seguros veio...

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2012 - Economia da longevidade: uma nova fronteira

No Brasil que se surpreendia com os efeitos positivos de uma nova ordem econômica, o VII Fórum da Longevidade Bradesco Seguros veio refletir sobre um outro boom promovido por um contingente populacional. O aumento da expectativa de vida começa a promover uma revolução no comportamento, com novos hábitos, outras necessidade e diferentes expectativas de consumo.

Os desafios do envelhecimento populacional no Brasil e no mundo foram abordados pelo professor de Economia da Universidade de Harvard e demógrafo, David Bloom. Apoiado por pesquisas iniciada ainda na década de 1950 quando a população jovem era maior do que a faixa acima de 60 anos, ele mostrou as mudanças dessa proporção década a década e seus impactos diretos sobre as áreas da saúde e da previdência social. Com uma visão otimista, o professor apontou reflexos comportamentais, ações políticas e investimentos em setores estratégicos para o envelhecimento e iniciativas destinadas aos múltiplos interlocutores do campo da longevidade.

Os efeitos econômicos do envelhecimento da população brasileira foram discutidos por Jorge Félix, mestre em Economia autor da tese “Economia da Longevidade” e do livro “Viver muito”, que defendeu a elaboração de políticas públicas específicas para atender a uma nova dinâmica populacional. A jornalista Mara Luquet, especializada em aposentadoria e planejamento financeiro, trouxe a questão que dá título a seu livro “Como chegar aos 100 anos sem quebrar?” e em resposta disse que “viver muito custa caro” e alertou para a importância da preparação de cada um para essa fase da vida. Claudio Felisoni, professor da FIA e especialista em consumo de varejo e bens de serviço falou do comportamento de consumo da terceira idade. No turismo, por exemplo, o especialista destaca “a preferência pelas viagens em grupos heterogêneos, com a percepção de que o idoso prefere o convívio intergeracional”.

Na área da saúde, Protássio Lemos da Luz, médico cardiologista do Instituto do Coração (Incor) e da Faculdade de Medicina da USP, analisou a influência do avanço tecnológico que, se por um lado permitem identificação de doenças por meio de imagens e procedimentos não invasivos, por outro, promove intervenções desnecessárias e o suporte artificial da vida – que “faz com que seja mais difícil morrer nos dias de hoje”.

Convidada especial do evento, a atriz e cantora Bibi Fereira brindou o público com um pocket-show do espetáculo “Bibi, Histórias e Canções” e impressionou pelo vigor de sua voz. Bibi disse que muita gente parece ser indiferente à longevidade, mas todos querem “chegar lá”.

Uma mulher que vive a vida sob os holofotes e que é notícia por onde passa, vencedora de dois Oscar, escritora de sucesso e ativista política de causas humanitárias, defensora da paz mundial e da igualdade de direitos entre os sexos. A atriz americana Jane Fonda, ícone de longevidade, arrebatou o público pela sinceridade do relato de sua trajetória, suas reflexões e lições de vida. Para ela, que diz estar sempre aprendendo para fortalecer a inteligência e a alma, a vida não deveria ser representada em forma de arco, com uma curva ascendente, um auge o um declínio até a morte. Jane Fonda propõe que a trajetória de vida seja vista como uma escada, representando a capacidade humana de evolução e ascensão contínuas.

Ao final do evento, foi lançado e distribuído aos convidados, o mais recente livro da autora “O melhor momento: aproveitando ao máximo toda a sua vida”, que combina impressões pessoais com uma grande pesquisa sobre a longevidade.

/ VII Fórum da Longevidade
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2011

Impactos e desafios das relações intergeracionais

Em um tempo de grandes mudanças, a conquista da longevidade é mais uma das transformações vem dando uma nova cara para o Brasil e o mundo...

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2011 - Impactos e desafios das relações intergeracionais

Em um tempo de grandes mudanças, a conquista da longevidade é mais uma das transformações vem dando uma nova cara para o Brasil e o mundo onde cada vez mais, várias gerações compartilham simultaneamente os mesmos espaços, no trabalho, em casa, na sociedade. O VI Fórum da Longevidade Bradesco Seguros veio para entender esse cenário e apontar caminhos para uma convivência de harmonia e crescimento para todos.

O consultor de gestão e pesquisador das relações intergeracionais, Seth Mattison da Bridge Work (EUA) ressaltou que, em todo o mundo, os conflitos entre gerações são semelhantes. “Em algumas empresas, até quatro diferentes gerações trabalham juntas. O desafio está em harmonizar essas forças de trabalho para gerar inovações, e as diferenças devem ser usadas como oportunidade de aprendizado e convivência”.

A maneira como as empresas brasileiras estão se adaptando a esse fenômeno foi analisada por Sofia Esteves, Psicóloga, consultora e especialista em recursos humanos. Ela apontou que os executivos brasileiros reclamam do imediatismo dos jovens e da arrogância dos mais velhos, “o que impede a relação entre eles e é capaz de criar um ambiente melhor de trabalho”.

Para abordar as mudanças nas relações entre jovens e idosos na sociedade, um dos convidados, o psiquiatra Jairo Bouer lembrou que não existe uma resposta única ao conflito de gerações, uma vez que enquanto o jovem tem um leque de informações e não tem foco, os mais velhos estão mais acostumados a se focar em uma coisa de cada vez. Complementando o debate, o psicólogo José Carlos Ferrigno citou que há um embaçamento das idades e isso pode ser um caminho para a reaproximação das gerações: “Os velhos podem ensinar histórias de família e valores morais e os jovens podem ensinar atitudes mais compreensivas e liberais frente a questões de caráter moral”.

Ícone de longevidade, a atriz americana, Shirley MacLaine, vencedora do Oscar por “Laços de Ternura” e autora de diversos best-sellers falou que compara esse período da vida ao terceiro ato de um filme: “é o ato mais importante, quando tudo acontece e você pode fazer o que quiser”. A atriz que encontrou na meditação uma fórmula para se refugiar de situações desagradáveis ensina que “longevidade é estar sempre em forma com a vida, desfrutando dos melhores momentos e promovendo felicidade ao seu redor”.

Nessa edição foram entregues os primeiros Prêmios de Longevidade Bradesco Seguros para Jornalismo e Histórias de Vida. A atriz Nicete Bruno foi uma das convidadas a entregar os prêmios. Também foram anunciadas as inscrições para o Prêmio Científico.

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/ Bibi Ferreira no VII Fórum da Longevidade
/ Jane Fonda no VII Fórum da Longevidade
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2010

Longevidade como qualidade de vida

Como alcançar a longevidade vivendo bem? O V Fórum da Longevidade Bradesco Seguros foi buscar as respostas do outro lado do mundo, nas...

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2010 - Longevidade como qualidade de vida

Como alcançar a longevidade vivendo bem? O V Fórum da Longevidade Bradesco Seguros foi buscar as respostas do outro lado do mundo, nas comunidades de centenárias de Okinawa, no Japão, e as comparou com Veranópolis, no sul do Brasil, outra recordista em longevidade.

Logo na abertura do Forum, Makoto Suzuki, cardiologista e geriatra, Diretor do Centro de Pesquisa sobre Longevidade de Okinawa questionou o fator genético: “Hereditariedade pode ajudar, mas não é o fator fundamental”. E para comprovar o médico afirma: “os Okinawanos que vieram para o Brasil e seus descendentes vivem, em média, 17 anos a menos do que os que estão lá”. Para ele, quatro pontos garantem a vida longa e saudável em Okinawa: bons hábitos alimentares, atividade física, autoajuda (cultivo da autonomia e da espiritualidade) e ajuda mútua (apoio social). Uma receita que segundo Suzuki pode ser seguida por qualquer pessoa, em qualquer país: “Tudo é uma questão de estilo de vida”.

Outro convidado, Yukio Moriguchi, também veio do Japão. Mas está no Brasil desde 1973 quando foi convidado pela PUC/RS a fundar o Instituto de Geriatria e Gerontologia da Universidade. Em um de seus estudos, comparou a longevidade dos imigrantes japoneses residentes no Brasil (no Sul) com os residentes no Japão e constatou uma diferença de dez anos na expectativa de vida. A diferença foi atribuída, em boa parte, à alimentação rica em carne e pobre em verdura do brasileiro. O professor Yukio recebeu uma homenagem do Fórum por suas pesquisas pioneiras e todo o seu legado foi apresentado pelo seu filho e seguidor, Emilio Moriguchi. Para o Dr. Emílio, uma das maiores autoridades brasileiras em geriatria, o segredo da longevidade está no coração: “não no órgão, mas no sentimento”.

Um amplo debate sobre as questões da longevidade foi enriquecido pelas presenças de Andrea Prates, Geriatra e gerontóloga umas das pioneiras na promoção do envelhecimento ativo no país; Contardo Calligaris, Psicanalista, doutor em psicologia clínica e colunista da Folha de São Paulo, onde escreve sobre as mais diversas questões do homem contemporâneo; além do preparador físico, Lauter Nogueira e do consultor de longevidade da Bradesco Seguros, Alexandre Kalache.

Para encerrar essa edição uma convidada muito especial emocionou o público: a Neurocientista Jill Taylor, autora do best-seller “A cientista que curou seu próprio cérebro”.

Além de descrever as sensações do derrame que impôs a perda temporária das funções do lado esquerdo do cérebro e todo o seu processo de recuperação, ela compartilhou as reflexões e lições que tirou dessa experiência.

Ao final do evento, a Bradesco Seguros anuncia mais um iniciativa que veio reforçar seu compromisso pioneiro com o tema: o lançamento dos Prêmios Jornalismo de Longevidade, para aumentar a visibilidade do tema na mídia impressa e eletrônica, e o Prêmio Histórias de Vida, para estimular os mais jovens a registrarem exemplos de idosos inspiradores.

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2009

Centenários: Um Novo Paradigma de envelhecimento

Quem já passou dos 60 está no melhor momento da vida, tem mais tempo para si, conta com mais experiência e deseja aproveitar melhor a...

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2009 - Centenários: Um Novo Paradigma de envelhecimento

Quem já passou dos 60 está no melhor momento da vida, tem mais tempo para si, conta com mais experiência e deseja aproveitar melhor a liberdade conquistada. Essa foi a conclusão da pesquisa Longevidade no Brasil que permeou o debate do IV Fórum da Longevidade Bradesco Seguros. Promovida pela Bradesco Seguros e conduzida pelo Instituto DataPopular, a pesquisa mostrou também que para os idosos, longevidade significa chegar aos 90 anos e retardar o envelhecimento.

"Os velhos deixaram de ser estigmatizados e adquiriram uma hipervisibilidade nos últimos anos” destacou como ponto positivo a professora de antropologia, Mirian Goldenberg da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Autora de livros sobre envelhecimento como "Coroas" ela observou ainda que a sociedade tem interesse em criar novos produtos e serviços para que os idosos possam viver mais e melhor.

Para a sociedade adotar medidas que venham a colaborar para uma velhice mais harmônica e saudável, é preciso antes definir o que é velhice. O questionamento abriu a apresentação do historiador Alexandre Hecker da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e do Mackenzie. Ele apontou que hoje vivemos em uma sociedade múltipla em que jovens amadurecem mais tarde, velhos ainda são jovens e até constituem novas famílias. E concluiu: “com essa pluralidade de família na sociedade, torna difícil definir o que é velhice”.

A pesquisadora e neurocientista Suzana Herculano Honzel falou das maneiras de envelhecer mantendo o cérebro jovem e Thomas Perls, o professor e pesquisador da Universide de Boston (EUA) que comanda o New England Centenarian Study apresentou os resultados do estudo que identificou características comuns aos filhos de centenários: eles são mais extrovertidos e menos neuróticos do que a média da população, sabem lidar melhor com o stress e são menos solitários e deprimidos. O que revela a interdependência das gerações para o envelhecimento saudável da sociedade.

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2008

O futuro promissor

Diante do aumento da expectativa de vida no Brasil e no mundo, o III Fórum da Longevidade Bradesco Seguros levantou uma questão central que...

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2008 - O futuro promissor

Diante do aumento da expectativa de vida no Brasil e no mundo, o III Fórum da Longevidade Bradesco Seguros levantou uma questão central que alimentou o debate de especialistas e autoridades no tema: afinal qual o futuro que vamos construir? Lowell Catlett, professor de Economia na Universidade do Estado do Novo México, dos EUA, falou que o crescimento da longevidade exige cada vez mais planejamento financeiro: “Hoje as pessoas vivem no espaço dos sonhos, elas podem fazer escolhas e comprar o que desejam. Mas para isso continue acontecendo no futuro tem de investir cada vez mais em planejamento”.

Construir esse futuro é uma obra que exige parceria segundo Mário Sergio Cortella, filósofo e doutor em Educação e professor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), que tratou do legado que as gerações futuras herdarão: “Temos de pensar com seriedade como vamos viver nossos anos a mais e que obra queremos deixar para o mundo”.

Na relação entre jovens e idosos, quem depende de quem? A resposta veio com José Carlos Libânio, cientista social, ex-coordenador da ONU e ex-dirigente do Greenpeace e do WWF (Fundo Mundial para a Natureza) que traçou ainda a relação entre longevidade, saúde, felicidade e dinheiro.

Reafirmando o compromisso da Bradesco Seguros com o tema, também foi anunciado nesse fórum uma ampla Pesquisa Nacional sobre Longevidade em parceria com o Instituto Data Popular.

2007

O impacto na saúde física e mental

Os números passaram a revelar uma nova face do país jovem com que o Brasil costumava se ver e ser visto: se em 2005 apenas 16,3 milhões de...

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2007 - O impacto na saúde física e mental

Os números passaram a revelar uma nova face do país jovem com que o Brasil costumava se ver e ser visto: se em 2005 apenas 16,3 milhões de brasileiros (9% da população) tinham mais de 60 anos, as estimativas do IBGE apontam que em 2050 o país irá abrigar 64 milhões de sexagenários (24,66% do total da população). Ou seja, 1 em cada 4 brasileiros terão 60 anos ou mais num futuro não muito distante.

O II Fórum da Longevidade Bradesco Seguros veio para refletir sobre esse salto da população idosa e as consequências para a saúde física e mental de quem está e irá viver por muito mais tempo.

A partir dessa edição, o Fórum que nasceu no Rio de Janeiro, passou a ser realizado em São Paulo. Por isso, trouxe de volta o Dr. João Toniolo para abordar os aspectos da saúde física sobre o envelhecimento da população; o professor Eduardo Gianetti da Fonseca abordando os impactos econômicos e antecipando em 10 anos a discussão que o país enfrenta hoje sobre aposentadoria; o Dr. Alexandre Kalache apresentou a diferença entre geriatria, a especialidade médica voltada para os idosos, da gerontologia, o estudo dos múltiplos aspectos que impactam a vida de quem envelhece. E para tratar dos reflexos da saúde mental de quem alcança a longevidade, o II Fórum trouxe o professor e filósofo Mário Sérgio Cortella.

Luiz Carlos Trabuco Cappi, Presidente do Bradesco na época Presidente da Bradesco de Seguros, encerrou os debates reafirmando o compromisso da Organização Bradesco com a bandeira da longevidade desejando vida longa ao Fórum enfatizando que “o futuro já é presente”.

2006

Escrevendo uma nova história

A primeira edição do Fórum da Longevidade Bradesco Seguros começou com uma boa notícia: a expectativa de vida do brasileiro vem crescendo...

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2006 - Escrevendo uma nova história

A primeira edição do Fórum da Longevidade Bradesco Seguros começou com uma boa notícia: a expectativa de vida do brasileiro vem crescendo ano a ano. Mais do que uma conquista, o Fórum apresentou a Longevidade como uma verdadeira revolução que veio para impactar e transformar a vida, o trabalho e as relações humanas.

Mas porque estamos vivendo mais? Como o envelhecimento ativo pode tornar melhor vividos esses novos anos conquistados? E quais as consequências sócio-econômicas desse fenômeno para o país?

Para responder essas questões um time de especialistas foi convocado. Os aspectos da saúde foram apresentados pelo Dr. João Toniolo. As questões econômicas por Eduardo Gianetti da Fonseca. Uma abordagem mais corporativa abrangendo aposentadoria, fim do emprego formal, previdência e empreendedorismo foi enriquecida pela visão de Marco Aurélio Ferreira. Além de toda a informação e inspiração trazidas pelo Dr. Alexandre Kalache, médico e gerontólogo brasileiro que na época presidia o programa global de envelhecimento da OMS (1995-2008). Logo depois da sua participação nessa primeira edição, o Dr. Kalache se tornou Consultor de Longevidade do Fórum e da própria Bradesco Seguros.


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