Fórum internacional discute a aprendizagem ao longo da vida

Evento realizado em colaboração com a Bradesco Seguros reúne especialistas para mostrar que não existe idade para aprender

22/11/2019



Não existe idade para começar —nem para parar de aprender. Para viver bem a longevidade, sempre em sintonia com os novos tempos, será cada vez mais necessário manter o espírito de aprendiz ao longo de toda a vida.

 

Esse foi o tema debatido por diversos especialistas nacionais e internacionais durante o VII Fórum Internacional da Longevidade, realizado nos dias 13 e 14 de novembro no Rio de Janeiro, em colaboração com a Bradesco Seguros.

 

 

 

“A noção de que aprendemos tudo o que é necessário nas primeiras duas décadas da vida servia quando o conhecimento era limitado, nossas vidas eram curtas e o impacto de novas tecnologias pequeno”, afirmou o gerontólogo Alexandre Kalache, chair do evento e consultor do Grupo Bradesco Seguros para assuntos relacionados à longevidade.

 

Durante os dois dias, os convidados compartilharam suas experiências e discutiram a aprendizagem ao longo da vida com uma plateia formada por gerontólogos, profissionais da área de saúde, estudiosos da longevidade e autoridades públicas de diversas áreas.

 

“O Fórum está nos permitindo discutir, e principalmente aprender, sobre iniciativas e tendências atuais na área de educação que tanto influenciarão nosso futuro individualmente e na sociedade como um todo”, completa Kalache.

 

 

No primeiro dia, alguns dos temas abordados foram a importância da capacitação para o trabalho — tema das apresentações de Alessia Forti, economista da OCDE, e Mark Levin, ex-diretor de Recursos Humanos da Organização Internacional do Trabalho — e como abrir as portas da universidade aos alunos mais velhos, com participação de Christine O’Kelly, coordenadora da Rede Global de Universidades Amigas da Idade da Universidade de Dublin, e Parminder Raina, da McMaster University.

 

Depois, Jerson Laks, professor do Centro para Doença de Alzheimer do Instituto de Psiquiatria da UFRJ, falou sobre a redução do risco de declínio cognitivo e demência, e Alexandre da Silva, professor e pesquisador da Universidade de Jundiaí, e Lia Vieira, escritora e educadora, discutiram sobre participação, equidade e inclusão na aprendizagem ao longo da vida. Por fim, Laura Machado, presidente da InterAGE, refletiu sobre o direito a aprender das pessoas idosas.

 

O segundo dia começou com uma apresentação de Walter Kohan, filósofo e professor da UERJ, que refletiu sobre se existe um tempo para aprender. Na sequência, o tema debatido foi a empregabilidade dos 50+, com apresentações de Tim Driver, fundador do RetirementJobs, e Morris Litvak, fundador do MaturiJobs.

 

Os especialistas também abordaram a educação financeira — na apresentação de Ana Claudia Silva Leoni, superintendente de educação financeira e Market Data da Anbima —, e em saúde, com o professor Gill Rowlands, da Universidade de Manchester, e Eberhart Portocarrero-Gross.

 

Para falar de educação ao longo da vida, subiram ao palco Daniele Vieira do Nascimento, professora-adjunta da Universidade Federal Rural de Pernambuco, Cláudia Andrade Botelho, diretora estatutária e gerente de projetos da Fundação Dom Cabral, e  Marcelo Neri, diretor social da FGV (Fundação Getúlio Vargas).

 

O evento foi encerrado com a leitura de um trecho da peça “Rugas” e com uma discussão plenária sobre os temas debatidos ao longo dos dois dias.

/ VII Fórum Internacional da Longevidade
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