Havaí proíbe uso de protetor solar que prejudica corais

Produtos que contêm oxibenzona e octinoxato não poderão mais ser usados nas praias havaianas

04/05/2018



A partir de janeiro de 2021, quem for às praias do Havaí vai ter de escolher com cuidado o protetor solar. Os legisladores havaianos aprovaram uma lei proibindo o uso de produtos que contêm substâncias tóxicas para os corais e a fauna marinha, e que agora será avaliada pelo governador do estado, que pode se tornar o primeiro a aprovar essa proibição, informa o jornal inglês The Guardian.

 

A lei foca em dois ingredientes dos protetores, a oxibenzona e o octinoxato, afirmando que eles são causadores de impactos significativos no ambiente marinho e no ecossistema das praias do Havaí, indicando que altos níveis desses químicos foram encontrados tanto nas praias como em áreas de recifes de corais (a gente explicou essa história nesta matéria).

 

 

Um estudo publicado em 2015 apontou que essas duas substâncias aumentam a mortalidade dos corais e causam dano genético a eles e a outros organismos. A presença desses químicos pode induzir a feminização de peixes machos adultos e aumentar doenças reprodutivas em espécies como o ouriço-do-mar, o peixe-papagaio e a foca-monge, além de impactar espécies ameaçadas de extinção, como as tartarugas marinhas. "Essa é a primeira vez que damos aos corais locais a chance de se recuperar. Muitas coisas matam os corais, mas sabemos que a oxibenzona impede que eles se regenerem", afirma Craig Downs, cientista que descobriu que a substância é uma ameaça aos corais.

 

Os críticos à medida argumentam que outros fatores também ameaçam os corais, como o aquecimento global e o desenvolvimento costeiro. Mas autoridades de outras regiões vão na onda da proibição no Havaí – locais como as Ilhas Virgens, o sul da Florida e alguns pontos do México já estão encorajando os turistas a usar protetores solares feitos com químicos biodegradáveis, como o óxido de zinco e o dióxido de titânio.


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