Ler nos ajuda a controlar o impulso de comer doces

A leitura funciona como a prática da meditação, e sua prática enfraquece os circuitos imediatistas do cérebro

29/05/2018



Sabe quando bate aquela vontade incontrolável de comer alguma coisa doce só para aplacar a ansiedade ou a tristeza? Talvez ela passe se você pegar um livro, sugere o mindbodygreen. A proposta pode parecer meio esquisita, mas, no fim das contas, a leitura pode nos ajudar a disciplinar o cérebro para controlar esse tipo de impulso.

 

Ler é uma das maneiras de praticar a atenção plena (ou mindfulness), o que nos ajuda a manter o foco em uma atividade e no momento presente. Assistir TV ou ouvir música, por exemplo, são atividades que ativam vários dos nossos sentidos, e por isso corremos ficamos menos concentrados (quem não fica olhando o celular enquanto ouve o que está passando na televisão?).

 

 

 

Só que ler pede nossa total concentração: quando a mente viaja, a gente faz um esforço ativo para voltar ao texto e focar nas palavras que estão à nossa frente. Ou seja, é o mesmo esforço que fazemos quando estamos meditando e um pensamento nos distrai. Assim, sentar para ler durante 20 minutos é quase como passar o mesmo tempo meditando – pelo menos para quem faz o esforço mental de não se distrair pelo caminho.

 

Dessa forma, "praticar" a leitura nos ajuda a construir redes neurais que podem melhorar os padrões da mente, inclusive em relação à vontade de comer doces. A fissura por doces é normal; ela acontece porque durante a vida nos acostumamos a estimular os mecanismos de recompensa do cérebro com açúcar, reforçando esse circuito neural das ações imediatas e enfraquecendo outro circuito, o de ações que trazem recompensas em médio e longo prazos, explica o neurologista David Perlmutter. ao site mindbodygreen.

 

"Isso nos distancia da conexão com partes do cérebro não envolvidas com recompensas instantâneas e sim com as habilidades de empatia, planejamento e compreensão das consequências das nossas escolhas diárias", explica o especialista.

 

Ou seja, quando nos dedicamos à leitura, reforçamos os circuitos envolvidos com a empatia e a visão de longo prazo e, portanto, tiramos a força do circuito que nos leva a agir de maneira imediatista (e devorar um doce para nos sentirmos melhor).

 

Para finalizar, um estudo da Universidade de Sussex, na Inglaterra, mostrou que a leitura reduz o estresse em 68% – mais do que ouvir música (61%) ou fazer uma caminhada (42%). Então, o que você está esperando para pegar um novo livro?


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