Meditação pode ajudar o cérebro a envelhecer melhor

Estudo mostra que a prática ameniza algumas mudanças estruturais associadas ao envelhecimento e à demência

11/04/2018



Praticar meditação com regularidade pode ajudar o cérebro a envelhecer melhor, aponta um realizado no Instituto Nacional de Saúde e Pesquisa Médica (Inserm), da França. Para chegar a essa conclusão, um grupo de pesquisadores analisou exames cerebrais de meditadores experientes, com idades entre 60 e 70 anos, e os comparou aos de um grupo de pessoas que tinham de 20 a 87 anos.

 

No final, eles perceberam que a prática da meditação pode reduzir mudanças que acontecem na estrutura e nas funções do cérebro e que são relacionadas ao processo de envelhecimento.

 

 

 

Quando envelhecemos, há uma redução natural do volume do cérebro e do metabolismo da glicose, que pode ser exacerbado pelo estresse e por dificuldades para dormir. Esses dois fatores, combinados à deposição de beta-amiloide no cérebro, aumentam o risco de demência e de Alzheimer.

 

O estudo mostra que os meditadores experientes, na realidade, tiveram um aumento do volume da massa cinzenta e melhoria no metabolismo da glicose. E apontou que a meditação funciona como uma espécie de treino mental que ajuda a reduzir o estresse e a regular as emoções, melhorando a qualidade de vida das pessoas mais velhas.

 

Segundo o estudo, já começam a aparecer evidências de que a meditação melhora a nossa atenção e a nossa memória. Além disso, reduz o estresse, a ansiedade, a depressão, a insônia e sentimentos de solidão e exclusão social. "A meditação tem um impacto positivo em diferentes aspectos do envelhecimento", afirmou à RFi a neurocientista Gael Chetelat, diretora do Inserm e uma das autoras do estudo.


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