“Não existem milagres. Existem escolhas”

“Não existem milagres. Existem escolhas”

Para a professora de Saúde Pública Marília Louvison, as escolhas nos permitem alcançar a melhor versão de nós mesmos

18/10/2017



O milagre da preparação

“Qual é o milagre para a gente ter saúde e para que valha a pena essa brincadeira? A notícia ruim é que não tem milagre. Mas a notícia boa é que tem muitas possibilidades e muita potência nas nossas escolhas. Quando a gente pensa que a vida não é mais uma corrida de 100 metros, mas uma maratona, precisamos ter na cabeça que então é preciso nos preparar mais, porque vai ser mais difícil.”

 

Vida de maratonista

“Mas qual é a grande diferença entre a maratona e a nossa vida? A maratona eu sei que acaba, tenho um objetivo e me esforço para chegar lá, porque em algum momento, com mais esforço e mais sacrifício, eu sei que vou chegar no pódio, na vitória. Nós temos que viver como se fosse a última etapa de uma maratona e comemorar a chegada, porque não sabemos quando a vida acaba. Portanto, a construção das possibilidades tem que se dar aqui e agora, e na potência que nos permita viver mais e com mais saúde.”

 

Pra que tanta adrenalina?

“O que é uma vida boa? É uma vida com saúde, com amigos, com possibilidades e com propósito. E como eu posso ser longevo se as circunstâncias da vida me afetam? O problema não são as coisas que nos acontecem, mas o que a gente faz com as coisas que nos acontecem.  Como eu lido com aquilo que me afeta? Quanto de adrenalina eu mobilizo, quanto estresse eu produzo? Essa é a chave da resiliência.”

 

 

 

Tudo está conectado

“Como é mesmo que a gente faz para ter saúde? A maioria vai responder atividade física e alimentação saudável. Então, é fácil, né? É só fazer uma escolha. E o que me movimenta para essa escolha é a possibilidade de construir saúde ao longo da vida e também ter um propósito. Todos os dias eu quero construir algo e estar com as pessoas de quem eu gosto. E eu preciso ter um corpo que me permita isso, além de cabeça e corpo conectados.”

 

Alimento que faz sentido

“O Guia alimentar da população brasileira é revolucionário e deixa muito claro: é menos. Precisamos nos alimentar na medida da necessidade, com menos produtos refinados, cozinhando comida de verdade. Simples assim. Não existe superalimento. Existe superalimentação, que não precisa ser em grande quantidade, mas precisa ser diversa, colorida e fazer sentido – tem a ver com rituais, com encontros, com o ato de cozinhar. A gente não cozinha mais! É preciso fazer essa aposta. Talvez trabalhar um pouco menos para ter um pouco mais de tempo para fazer comida com as pessoas de quem gostamos e construir a possibilidade de comer bem e com prazer.”

 

Mexa-se!

“Também é preciso mudar a relação com o nosso corpo, com a atividade física. Afinal, como é que a gente tem saúde? Cuidando da mente e do corpo e fazendo essa conexão entre eles. E atividade física é movimento, não é uma atividade específica. Quando a gente para de se mexer, nosso corpo para de responder.”

 

Silêncio, por favor

“Aquiete a mente. A gente precisa de um tempo para pensar, a gente precisa da possibilidade do silêncio para conseguir fazer apostas saudáveis. É preciso fazer escolhas que nos permitam todos os dias sermos a melhor versão de nós mesmos.”

 

 

Assista a palestra na íntegra:

 


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Comentários recentes:

maria vasconcelos

09 de novembro de 2017

Inteligencia pura. Parabéns