O que fazer para manter-se informado com tanta informação presente

Ato de se informar sobre a evolução da pandemia do novo coronavírus é importante, mas deve ser saudável

04/09/2020



A pandemia do novo coronavírus mostrou que a informação é uma aliada de primeira hora. Manter-se atualizado sobre os desdobramentos da pandemia na sua cidade, estado e país são fundamentais para que você saiba como se proteger e reúna repertório para tomar decisões.

 

 

 

Mas o excesso de informação pode fazer mal. No caso para a sua saúde mental. Não são poucos os relatos de quem admitiu que já não consegue mais acompanhar o noticiário diário sobre a evolução da pandemia e prefere recorrer a serviços de streaming para deixar a realidade um pouco de lado.

 

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Como encontrar o equilíbrio?

“Como equilibrar o cansaço diante do noticiário e a ansiedade com a necessidade de se manter informado sobre as regras locais de isolamento social e as recomendações de saúde essenciais?”, questiona esta matéria da BBC.

 

A resposta foi dada por alguns especialistas ouvidos pela reportagem.

 

John-Paul Davies, psicoterapeuta e porta-voz do Conselho Britânico de Psicoterapia, orienta diminuir o consumo de informações.

 

Ao invés de ficar o tempo todo checando notificações no celular, lendo, vendo e ouvindo matérias sobre o tema, o indicado seria olhar as manchetes uma vez por dia, no meio em que você preferir — desde que de fontes confiáveis de informação e que tenham compromisso com os fatos.

 

Caso o nível de ansiedade esteja alto, o indicado é reduzir essa exposição às notícias a uma vez por semana.

 

Outra ação pode ser pedir uma ajuda a amigos que não sintam tanto o peso do noticiário para manter-se atualizado. É o que sugere a terapeuta Liz Martin, com a ressalva de se certificar que essa amizade tenha como fonte empresas jornalísticas confiáveis. “As pessoas são diferentes, então talvez um amigo possa atualizá-lo sobre o que for relevante”, disse Martin à BBC.

 

As dicas valem também para aqueles que precisam, de alguma forma, ter contato com o noticiário para exercer sua profissão. Ainda que o consumo precise ser maior, Davies sugere que limites sejam estabelecidos sobre o que se lê ou assiste e reservar um tempo para fazer qualquer outra coisa.

 

Para esse grupo, Martin sugere, mais uma vez, o apoio das amizades. Ela recomenda que as pessoas façam uma espécie de ronda com aqueles que estão em situação semelhante para saber como eles estão e se informar mais sobre a evolução do combate à Covid-19.


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