Palau é o primeiro país a proibir certos tipos de protetor solar

A partir de 2020, produtos com produtos tóxicos aos corais serão banidos e podem ser confiscados

19/11/2018



A pequena ilha de Palau, na Oceania, é o primeiro país a banir o uso de vários tipos de protetor solar na praia, uma medida para proteger os corais marinhos de componentes nocivos desses produtos, informa o The New York Times (conteúdo aqui, em inglês).

 

A proibição começa a valer em 2020, quando os protetores solares considerados tóxicos para os corais por terem alguma das dez substâncias químicas proibidas pelo governo poderão ser até mesmo confiscados dos turistas quando entrarem no país. Os comerciantes locais estarão sujeitos a multa de US$ 1.000 se venderem esses produtos.

 

 

Os corais vêm sofrendo grandes estragos em todo o mundo devido aos efeitos do aquecimento global, e os cientistas dizem que existem fortes evidências de que as substâncias químicas presentes nos protetores também os danificam.

 

Segundo o presidente de Palau, Tommy Remengesau, o banimento vem em boa hora, pois em 2017 um relatório constatou que protetores solares abundavam em Jellyfish Lake, um local protegido como patrimônio da Unesco.

 

No mundo todo, estima-se que 14 mil toneladas de protetor solar se depositem nos oceanos a cada ano, e os estudos mais recentes têm mostrado que o produto prejudica a saúde dos corais --um dos efeitos causados é o branqueamento, que atrapalha a reprodução dos peixes. Mesmo uma baixa concentração pode dificultar o desenvolvimento de jovens corais.

 

Palau não está sozinho nessa empreitada. Em maio de 2018, o Havaí se tornou o primeiro estado a banir, a partir de 2021, a venda de protetores solares que contêm oxibenzona e octinoxato, componentes dos protetores solares que podem ser prejudiciais aos corais.


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