Pesquisa revela que 50+ querem continuar aprendendo

Ter uma aposentadoria ativa é o desejo da maioria dos brasileiros que têm 50 anos ou mais

14/01/2020



Hoje, um em cada quatro brasileiros tem mais de 50 anos de idade — e até 2050, essa proporção deve saltar para 43% da população. Mas engana-se quem acha que, a essa altura, eles pensam em curtir a aposentadoria no sofá.

 

A maioria sonha com uma vida bem ativa: 97% desejam aprender coisas novas, 70% gostariam de conviver com muitas pessoas, e 72% querem sair muito de casa.

 

Esses são alguns dados da segunda edição da pesquisa Longeratividade, realizada pelo Instituto Locomotiva em parceria com a Bradesco Seguros.



“Um detalhe muito interessante da pesquisa neste ano é que está muito clara, entre os brasileiros com mais de 50 anos, a vontade de continuar aprendendo.”

Renato Meirelles, presidente do Instituto Locomotiva

A pesquisa se baseou em dados de levantamentos sobre o público 50+ no Brasil, e em 2.415 entrevistas realizadas pelo Instituto, com brasileiros de todas as idades. Como resultado, ela mostra que a maioria dos 50+ está satisfeita com a vida (65%), especialmente com a família (78%), a vida social (60%) e a vida amorosa (56%).

 

“O que nós percebemos é que o nível geral de satisfação dos brasileiros com mais de 50 anos caiu, com relação à vida, às finanças, ao amor, à saúde”, comenta Meirelles. Na pesquisa do ano passado, 70% dos brasileiros nessa faixa etária se diziam satisfeitos com a vida. “Parece que, em um ano, a crise chegou de verdade entre esses brasileiros.”

 

No campo das finanças, por exemplo, só 37% se sentem satisfeitos. Um outro dado da pesquisa pode ajudar a desvendar por quê: entre os entrevistados de todas as idades, fazer uma poupança ou investimento para a velhice é um dos hábitos menos comuns quando se pensa na preparação para o futuro.

 

 

A pesquisa também mostrou que os 50+ são pessoas que enxergam em si mesmas muito mais qualidades do que as que são percebidas pela sociedade.

 

Ou seja, se veem mais felizes, ousadas, sensuais e com mais vontade de aprender coisas novas do que pensa o resto da sociedade. E podem ser uma fonte de inspiração: 81% dos jovens ouvidos pelo Instituto Locomotiva disseram se inspirar em pessoas mais velhas.

 

“Há até pouco tempo, considerava-se a partir dos 50 anos como a parte final da vida. Com o aumento da expectativa de vida, nós estamos falando basicamente da próxima metade”, afirma Meirelles. “Então, a perspectiva de futuro muda. As pessoas começam a se preocupar em como estão se preparando financeiramente para o envelhecimento, e a pensar na saúde e no conhecimento necessários para lidar com as novas tecnologias. Fica cada vez mais claro que vão se consolidar como a parcela mais relevante da população brasileira com o passar dos anos.”

 


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