Será que você está trabalhando além da conta?

Faça o teste e descubra se você tem dado mais atenção do que deveria ao seu lado profissional

29/04/2019



Às vezes, passamos algumas horas a mais no trabalho para terminar um projeto importante. Em outros momentos, é preciso gastar uma energia extra para conquistar um cliente supercobiçado — ou só para ganhar um dinheiro a mais no fim do mês mesmo.

 

Trabalhar bastante nem sempre é ruim: muitas vezes pode ser um meio de conquistar aquilo que desejamos. O problema é quando as longas jornadas deixam de ser exceção e se tornam a regra — pior ainda se o trabalho vira o seu companheiro de almoço, de jantar e até de férias.



Você é um workaholic?

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Estender demais o expediente, tornar as suas tarefas mais complexas do que deveriam, deixar de se cuidar, e se afastar de amigos e da família por causa de trabalho são alguns dos sinais de que você pode estar exagerando na dedicação profissional, o que pode ser um hábito ou até mesmo uma doença.

 

 

“Existe o trabalho excessivo, que pode acontecer quando você dedica horas demais ao trabalho, mas ainda tem uma vida social, e o trabalho compulsivo, o ‘workaholismo’, considerado um vício”, explica a psicóloga Clarissa Pinto Pizarro de Freitas, da Sociedade Brasileira de Psicologia (SBP).

 

Ela explica que, ao contrário do profissional engajado, o workaholic não trabalha por necessidade financeira ou de reconhecimento, e sim pela necessidade incontrolável de trabalhar cada vez mais. “O workaholic só pensa em trabalho. Com isso, não cultiva relacionamentos, e pode sofrer com transtornos de ansiedade, depressão e outras doenças.”

 

 

Com colegas, ela adaptou para a realidade brasileira um teste internacional de “workaholismo” — que você pode fazer aqui para saber se está trabalhando além da conta. O antídoto para essa dedicação extrema ao trabalho, explica a psicóloga, é um só: “É preciso criar uma outra dimensão relevante na vida”.

 

Essa dica vale também para quem não é workaholic, mas anda trabalhando mais do que deveria. Afinal, a fatura chega logo, na forma de um estresse que pode se tornar crônico, e causar problemas de saúde que vão desde alterações no sono e no humor até a exaustão física, que pode nos predispor a doenças como o diabetes, conforme explica o médico, psicólogo e coach Roberto Debski.

 

“É fundamental ter perspectiva. São comuns, por exemplo, os casos de homens que fundem sua identidade com o trabalho e ficam deprimidos ao se aposentar, pois sentem que perderam o sentido de viver”, diz Debski. “O trabalho é importante, mas não é toda a nossa vida. Também somos filhos, pais, amigos. É preciso buscar algo além, descobrir outras coisas que você valoriza.”


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