Como será o seu trabalho daqui a 20 anos?

Mais ocupações e jornadas menores são algumas das tendências para o futuro profissional de muita gente



A cada nova mudança no mercado de trabalho – desde os avanços da tecnologia até as novas legislações –, muita gente para e reflete sobre o seu futuro profissional. Vai ser necessário entender cada vez mais sobre o mundo digital? Será que os robôs um dia vão ficar com o meu emprego?


Se não é possível adivinhar o futuro, pelo menos podemos identificar algumas tendências e traçar cenários. Uma delas é que não será mais possível planejar ter aquele emprego fixo até o dia da aposentadoria. “O número de pessoas com carteira assinada vai diminuir mais ainda nos próximos anos”, afirma Paulo Feldmann, professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP, e autor do livro “Robô: Ruim com Ele, Pior Sem Ele”.

 

Para Feldmann, a sociedade vai se acostumar cada vez mais com a tal da gig economy, ou seja, um mercado em que as empresas contratam trabalhadores independentes para serviços pontuais, sob demanda – e sem vínculo empregatício, como acontece com os serviços de transporte e de entregas por aplicativos. “A maior parte das pessoas vai receber demanda por seu serviço por meio de um aplicativo, como técnicos, manicures, cuidadores de animal”, exemplifica o professor. 

 

Nessa dinâmica, será comum ter mais de uma ocupação. Por isso mesmo, Feldmann alerta sobre a necessidade de abrir mão da especialização, em favor de uma formação profissional mais generalista e que explore novas habilidades. “Daqui a 20, 30 anos, as pessoas deverão estar preparadas para resolver problemas, por isso devem ter conhecimento básico de várias áreas”, diz.

 

Como reflexo disso, os profissionais trabalharão mais com projetos específicos, e que tenham mais a ver com as suas competências e com seus desejos, trocando de empresa com mais frequência, aponta a consultoria PageGroup, que fez um estudo sobre o futuro do trabalho.

 

 

Essa flexibilidade também se estenderá à jornada de trabalho, que poderá ser reduzida. “Uma das prerrogativas da diminuição da carga horária é o bem-estar familiar e pessoal. O profissional do futuro, além das atribuições técnicas, também terá foco em realizações pessoais, como trabalhos sociais e qualidade de vida”, diz Gil van Delft, presidente do PageGroup no Brasil.

 

O avanço da inteligência das máquinas – dos algoritmos aos robôs – também vai mudar o perfil de muitas ocupações. “Não é novidade que a tecnologia possa eliminar alguns empregos, mas antes isso acontecia com atividades muito repetitivas e manuais. A inteligência artificial permite substituir raciocínios complexos, o que afeta também as profissões mais sofisticadas”, aponta Feldmann.

 

Portanto, daqui para a frente, a curiosidade e a vontade de aprender serão cada vez mais importantes para se adaptar aos novos cenários. "É essencial que as pessoas sejam proativas em seus próprios processos de aprendizagem ao longo da vida", aponta o relatório "Future of Jobs", do Fórum Econômico Mundial.

 

Veja, a seguir, como esses especialistas imaginam que será o nosso trabalho daqui a algumas décadas.

 


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