Trilha de ecoturismo vai interligar reservas ambientais brasileiras

Projeto federal prevê 18.000 km de caminhos entre diferentes regiões do país

16/11/2018



Uma nova rota de ecoturismo quer interligar as reservas ambientais do país por meio de trilhas que podem ser percorridas a pé ou de bicicleta, informa o Nexo. Essa é a proposta do projeto Rede Nacional de Trilhas de Longo Curso e Conectividade, assinado em outubro pelos ministérios do Turismo e o do Meio Ambiente e pelo ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade).

 

A ideia do projeto é conectar os biomas do país todo por meio de quatro circuitos que terão, ao todo, 18 mil quilômetros de trilhas caminháveis aptas a receber 2 milhões de ecoturistas por ano, afirma o Nexo.

 

 

Esses quatro circuitos naturais estão divididos assim: Litorâneo (liga o Oiapoque, no Amapá, ao Chuí, no Rio Grande do Sul); Caminhos Coloniais (da cidade do Rio de Janeiro a Goiás Velho); Caminhos dos Goyases (entre Goiás Velho e a Chapada dos Veadeiros); e Caminhos do Peabiru (do Parque Nacional do Iguaçu, no Paraná, ao litoral paranaense). O projeto também quer incentivar e proteger rotas pedestres de interesse natural, histórico ou cultural.

 

Essas trilhas devem ser abertas ao longo dos próximos 20 anos. A primeira fase é a de estruturação de caminhos e marcação com sinais para serem percorridos a pé ou de bicicleta. Como elas devem ligar diferentes reservas de conservação ambiental, o plano é que nenhum estado fique sem pelo menos uma delas.

 

Esses caminhos serão sinalizados com uma pegada amarela sobre uma base preta, indicando o sentido a ser percorrido pelo ecoturista. Por enquanto, 1.900 quilômetros estão prontos, o equivalente a quatro das 132 trilhas que vão compor os circuitos.

 

Entre as trilhas prontas estão o Caminho da Serra do Mar (RJ), a Transcarioca (RJ), a Transespinhaço (MG), a Rota Darwin (RJ-PE) e o Caminho das Araucárias (RS-SC), que integram o corredor Litorâneo, informa a Agência Brasil.

 

No futuro, essas trilhas poderão ser interligadas com as que existem em países vizinhos, como Argentina, Uruguai e Guiana Francesa. "Esses países também têm sistemas planejados, então nós planejamos o nosso de forma a possibilitar uma conexão continental. A tendência é que nos próximos anos os caminhos se tornem interligados na mesma lógica de uma conexão rodoviária", diz Pedro Menezes, coordenador de Uso Público e Negócios do ICMBio.


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