Uma centenária que coleciona medalhas na natação

Dona Laurinha começou a nadar aos 70 anos e não pensa em parar de competir

09/05/2019



A mineira Laura de Oliveira virou uma personalidade na piscina do Barroca Tênis Clube, em Belo Horizonte. Afinal, aos 100 anos, Dona Laurinha treina natação lá quatro vezes por semana, bem cedo. E não é só isso: no 3o Festival de Natação Masters, realizado em junho, ela entra na piscina para se tornar a primeira nadadora centenária a participar de uma competição no Brasil.

 

Mas engana-se quem pensa que ela compete desde menininha. "Eu nadei sempre dentro de rio, nasci dentro de rio, nadava cachorrinho. Então para enfiar a cabeça dentro da água deu um pouquinho de trabalho. Aí aprendi a nadar e gostei", lembra Laurinha em uma reportagem do Globo Esporte.

 

 

Foi só aos 70 anos, depois da morte do marido, que ela resolveu praticar a natação como esporte, uma maneira de superar a tristeza. Para quem acha que a vida começa aos 40, ela responde: "A minha começou aos 70. Tudo de maravilhoso que entrou na minha vida foi isso, foi a natação".

 

E assim, há 30 anos ela vem colecionando medalhas nadando crawl, que ela acha o melhor estilo, peito –que ela considera o pior—e costas. “Mas eu ganhei o Mundial no peito”, conta.

 

Para chegar lá, ela treina quatro vezes por semana –e chega a nadar até 1 km em uma sessão. Sua rotina é acordar sempre às 5h30, fazer o café, comer biscoito, comer queijo e partir para a piscina. “Eu sou uma mulher saudável, meus exames estão todos melhores que o das minhas filhas”, diverte-se.

 

Na piscina, ela é orientada pelo medalhista olímpico e nadador masters Marcus Mattioli, que considera Laurinha uma grande fonte de inspiração. “Quando você começa a entender a história dela, você diz: ‘que mulher!’”, diz ele. “Essa mulher não é só jovial e simpática. Ela é resiliente. Não pense que ela foi abençoada por Deus, não. Ela teve quatro acidentes, fez uma operação que não deu certo.”

 

Para Laurinha, é tudo uma questão de força interior. "A coragem veio e eu falei 'vou continuar nadando'. Tinha jeito de continuar nadando”, conta. “As minhas colegas de 50, 60 anos, dizem 'Laurinha, quando eu crescer quero ser que nem você.' Fico muito feliz de ser inspiração para alguém. Isso me deixa até vaidosa!”


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