“Velho é só aquele que deixou de sonhar”

Homenageado como Ícone da Longevidade, o locutor e ex-apresentador do Jornal Nacional Cid Moreira relembra histórias divertidas de sua vida

12/11/2019



O famoso boa noite

 

“Meu boa noite é solicitado toda hora nas ruas, tem sempre alguém que me para dizendo ‘minha tia é muito sua fã’, ‘grava aqui para a minha avó’, hoje todo mundo é fotógrafo, cinegrafista. Haja paciência [risos].”

 

Alimentação saudável

 

“Quando era garoto, minha cultura era de que se, não tivesse banha de porco, não era comida. Eu sou de Taubaté... Sabe o que eu ganhei com isso? Muitos furúnculos. Não podia nem sentar. Meu pai era bibliotecário e uma vez trouxe para casa um livro sobre saúde, o que devia comer, falava sobre tudo. Muitos anos depois, eu parei de comer carne. Mas queria que vocês me explicassem uma coisa. Meu pai foi embora aos 98 anos de idade e comeu torresmo até o fim. Como pode?”

 

 

 

O segredo do vozeirão

“No tempo do rádio, eu tinha um tubo de madeira em que guardava sal grosso para a voz, até o Chico Anysio era freguês meu. Conversando com a [cantora] Elizeth Cardoso, ela disse que se dava muito bem com o cravo da índia. Como sou exagerado, comprei um vidro e ia colocando o cravo entre o dente e a bochecha. De repente começou uma dor na minha boca, eu ganhei uma tremenda gengivite. Agora eu uso sempre gengibre, tô com ele aqui. Para a voz, eu faço ‘dó ré mi fa sol lá si dó’... É um exerciciozinho.”

 

O casamento

“Nós fizemos 19 anos no domingo. Tudo começou quando eu fui convidado para um torneio de tênis e ia dar uma entrevista para ela, ela é jornalista. Joguei o primeiro set e ganhei. No segundo, vi ela na plateia, me distraí e acabei perdendo. Fui conversar com ela, conversa vai, conversa vem, ela gostou tanto da entrevista que tá entrevistando até hoje.”

 

Jornal Nacional de bermuda

“Eu estava jogando tênis em Itaipava, era sábado de Carnaval e eu tinha que voltar para apresentar o Jornal Nacional. Fui pela estrada que liga Itaipava a Teresópolis, mas estava impedida por causa da chuva. Eu consegui chegar em cima da hora para o jornal, o Léo Batista já estava na bancada. Como fui com a roupa de tênis, me vesti, sentei, apertei o nó da gravata e fui para o ar com o paletó e de bermuda. Você sabe que até hoje eu sonho com isso? No dia seguinte teve aviso por toda a parte dizendo que não podia trabalhar daquele jeito.”

 

As boas notícias

“Comecei a gravar a Bíblia em 2004 e terminei em 2010. Quando gravei o sermão da montanha, o Boni falou para fazer um clipe disso. Eu gravei tendo como cenário o Dedo de Deus em Teresópolis. Eu levei notícias nem sempre boas para os brasileiros por 27 anos, mas agora quero levar notícias boas, levar o Evangelho, que são notícias de Deus, até o fim da vida.”


Compartilhe:

0 Comentários:

Comentário enviado
para aprovação