Você sabe se tem preconceito por idade?

Sim, esse tipo de discriminação também existe e afeta, principalmente, as pessoas mais velhas. Faça o teste



Quando discutimos sobre preconceito, muito se fala sobre racismo e machismo. Mas, você já ouviu falar do idadismo? Também conhecido como ageism, ele se refere à discriminação das pessoas por causa da sua idade e atinge qualquer faixa etária, dos mais jovens aos idosos.

 

 

Além de prejudicar o bem-estar das pessoas, esse tipo de preconceito pode causar problemas muito sérios, especialmente, aos mais velhos. Quem tem uma atitude negativa em relação ao envelhecimento, por exemplo, recupera-se mais devagar de problemas de saúde, vive 7 anos a menos do que quem tem uma visão positiva e tem menos chance de estar socialmente integrado, mostra a Organização Mundial da Saúde (OMS).



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“Até 2015, não havia um dispositivo oficial na ONU e na OMS que reconhecesse a discriminação por idade no mundo. É a primeira vez que essas organizações farão uma campanha de longo prazo, de 2019 a 2030, para combater o problema”, afirma a gerontóloga Laura Mello Machado, diretora da InterAge Consultoria em Gerontologia e membro do Conselho do HelpAge International. “Os estereótipos e as crenças negativas atrapalham o desenvolvimento da sociedade e de políticas públicas e privadas direcionadas aos mais velhos.”

 

A OMS define o ageism como um estereótipo, preconceito ou discriminação de pessoas por causa da sua idade.

Muitas vezes, as pessoas discriminam os idosos sem nem mesmo perceber. Como um dos estereótipos negativos é a visão de que pessoas mais velhas são mais frágeis, há quem tente poupar os familiares e amigos idosos de más notícias e tomar decisões do dia a dia por eles e quem releve problemas de saúde dizendo que isso é coisa da idade. “Alguns estereótipos relacionados à idade estão tão enraizados que as pessoas os consideram normais”, diz a gerontóloga. “Por isso, é muito comum os mais jovens desrespeitarem a independência e a autonomia dos mais velhos.”

 

O idadismo se estende também para o mundo do trabalho. “É tão natural achar que uma pessoa precisa se aposentar aos 65 anos que não se percebe que isso é, de fato, uma discriminação. Não faz sentido obrigar uma pessoa a deixar de ter uma vida profissionalmente produtiva só porque ela atingiu uma certa idade”, afirma Laura. “Assim como não faz sentido dizer que uma pessoa está velha demais para correr uma maratona.”

 

O termo ageism foi cunhado em 1969 pelo psiquiatra e ativista norte-americano, Robert Butler, em uma entrevista para o jornal The Washington Post. No mesmo ano, a palavra foi incluída no Oxford English Dictionary.


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