Dançar pode reverter sinais de envelhecimento do cérebro

Dançar pode reverter sinais de envelhecimento do cérebro

Estudo compara efeito de atividades físicas em região cerebral ligada à memória e ao equilíbrio

18/10/2017



Um estudo realizado na Alemanha chegou à conclusão de que dançar é melhor para a saúde do cérebro de pessoas idosas do que fazer exercícios de resistência (como pedalar e caminhar). Embora a pesquisa reforce a importância das atividades físicas para manter ou recuperar a saúde mental, ela sugere que algumas podem ser mais vantajosas do que outras, especialmente aquelas que desafiem as pessoas a aprender algo novo, como uma coreografia. As informações são do jornal O Globo.

 

No experimento, pessoas que se dedicaram à aula de dança melhoraram seu desempenho em testes de equilíbrio, além de desenvolver uma subárea do hipocampo chamada de "giro denteado", importante para a formação da memória e o reconhecimento espacial.

 

 “O exercício (físico) tem o efeito benéfico de frear ou reverter o declínio de capacidade física e mental que vem com a idade. Neste estudo, mostramos que a dança e o treinamento de resistência aumentam o volume de uma região do cérebro que diminui com o tempo (o hipocampo). Mas, em comparação, só a dança levou a mudanças comportamentais notáveis em termos de melhora de equilíbrio”, explica a doutora Kathrin Rehfeld, líder da pesquisa.

 

O estudo

 

O experimento contou com uma pequena amostra de homens e mulheres saudáveis, com idade média de 68 anos, de uma cidade na Alemanha. Eles foram divididos em dois grupos: um recebeu treinamento de resistência, com foco na repetição de movimentos, e o outro se dedicou a aulas de dança que demandavam aprender novas coreografias de diferentes ritmos.

 

Ao final de 18 meses, quem praticou dança conseguiu melhorar seu desempenho nos testes de equilíbrio. O mesmo não foi observado em quem fez apenas exercícios de resistência. Apesar de os dois grupos apresentarem aumento no volume geral do hipocampo – uma das áreas atingidas por doenças como o mal de Alzheimer –, só quem dançou teve ganhos na subárea giro denteado.

 

O estudo, informa o jornal O Globo, tem limitações já que foi realizado com uma amostra pequena de voluntários que completaram as atividades e realizaram os exames necessários para as análises. As desistências obrigaram os pesquisadores a diminuir a frequência das atividades físicas quando só haviam passado seis meses do início do experimento.

 

O artigo completo está disponível no jornal científico Frontiers in Human Neuroscience (conteúdo em inglês).


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DULCE NOGUEIRA

16 de outubro de 2018

Adorei a matéria