9 mitos sobre a prevenção do coronavírus

Muitas notícias falsas andam circulando por aí –descubra quais são elas

20/02/2020



O avanço do novo coronavírus (ou covid-19) tem deixado muita gente em alerta, e isso facilita a disseminação de notícias falsas que andam sendo compartilhadas sobre supostos meios de prevenir ou tratar a doença causada pelo vírus. Para esclarecer essas dúvidas, a Saúde consultou especialistas, que esclarecem nove mitos que estão sendo divulgados sobre o coronavírus.

 

Superdose de vitamina D reforça defesas

 

É falsa a recomendação que circula por mensagens e diz que a Sociedade Brasileira de Infectologia recomenda a injeção de uma alta dose de vitamina D para reforçar as defesas do corpo. A SBI nega ter feito essa afirmação. Tomar uma vitamina não vai mudar sua resposta a um agente estranho”, comenta Nancy Bellei, infectologista consultora da entidade e pesquisadora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Uma pesquisa feita pela Universidade Harvard em 2019, aliás, mostra que super doses de vitamina D não previnem infecções respiratórias.

 

 

 

Chá de erva-doce mata o vírus

Não é verdade que a erva-doce tem o mesmo princípio ativo do Tamiflu, o remédio usado para tratar casos de H1N1 e outros tipos de gripe. Esse composto não existe na erva-doce, e o Ministério da Saúde reforça que nenhum chá é capaz de tratar o novo coronavírus.

 

Alho e gengibre ajudam na prevenção

Comer alho cru e tomar chá de gengibre não reforça a imunidade nem mata o vírus. “Embora moléculas dessas plantas demonstrem resultados positivos quando se estuda a ação delas em uma célula isolada no laboratório, não dá para extrapolar esse efeito para o corpo humano”, explica João Prats, infectologista da BP - A Beneficência Portuguesa de São Paulo. Esses alimentos apenas aliviam sintomas como coriza e irritação nas vias aéreas.

 

Quem pegou gripe está imunizado

Quando somos infectados por um vírus da gripe, nosso organismo aprende a se defender especificamente daquele invasor. O coronavírus é diferente, então o organismo tem que aprender a se defender dele mesmo que a pessoa já tenha pegado várias gripes.

 

O vírus é semelhante ao HIV

Uma montagem afirma que existem semelhanças entre o coronavírus e o vírus da Aids, o que não é verdade. Só que não existe nenhum registro científico disso; ao sequenciar o covid-19, os pesquisadores mostraram apenas que ele é 80% similar ao vírus da SARS.

 

Levar uma bolsa de cânfora previne o contágio

Outra afirmação sem nenhuma base científica. A cânfora não tem ação antiviral, por isso não protege ninguém do contágio. “É uma planta famosa por ser descongestionante e analgésica. Ela até atenua os sintomas de gripe e resfriado, mas não reduz o risco de infecção nem evita casos graves”, pontua Prats.

 

Lavar o nariz evita o coronavírus

Higienizar as narinas ajuda desentupir o nariz e ameniza sintomas de rinite, mas não impede que um vírus entre pela mucosa e se instale no organismo.

 

É perigoso comprar coisas da China

O contato com produtos fabricados na China não contamina ninguém, aponta a Organização Mundial da Saúde. “Há a possibilidade de o vírus ‘sobreviver’ no ambiente por alguns dias, mas, em geral, ele se torna incapaz de infectar alguém após algumas horas fora do organismo”, esclarece Nancy.

 

Ozonioterapia trata a infecção

Uma clínica de estética está divulgando que a ozonioterapia (técnica que administra os gases oxigênio e ozônio no nosso corpo) preveniria a infecção, o que é falso. Em comunicado, a SBI avisa que não há nenhuma evidência científica de que o método proteja contra o covid-19.


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