A mudança de hábitos na pandemia pode melhorar nossa saúde?

O coronavírus não é a única ameaça à nossa qualidade de vida e à longevidade

28/05/2020



Uma coisa que aprendemos ao longo da pandemia de Covid-19 é que somos capazes, sim, de mudar nossos hábitos. Afinal, há alguns meses ninguém imaginava que seria capaz de sair de casa de máscara ou manter distância das pessoas.

 

A questão é: se conseguimos adotar uma nova rotina para evitar a transmissão do coronavírus, será que podemos mudar outros fatores que também prejudicam a nossa saúde?

 

A pandemia não é a única ameaça à nossa qualidade de vida. As doenças crônicas (como hipertensão e diabetes), a obesidade e o consumo excessivo de álcool também podem minar a nossa longevidade, aponta um artigo do blog da Faculdade de Medicina de Harvard.

 

 

Para mudar esses comportamentos, passamos por vários estágios, explica o médico e psiquiatra Steven Adelman.

 

Tudo começa com a contemplação, aquele momento em que avaliamos a necessidade de mudar algo. Depois vêm as fases de preparação e ação, seguidas pelas de manutenção da mudança ao longo do tempo.

 

Desde o início da pandemia, passamos por todas essas fases e estamos no estágio de manutenção, conscientes de que conseguiremos persistir com os novos comportamentos para nos proteger da Covid-19.

 

Por isso, Adelman reforça que, assim como a sociedade elegeu combater o coronavírus, cada um pode, individualmente, ter a mesma determinação para mudar os comportamentos que ameaçam a sua saúde, como o sedentarismo, o tabagismo, o isolamento social e a alimentação desregrada.

 

Comece agora a mudar os seus hábitos

 

E podemos começar a mudar esses hábitos agora mesmo, com pequenas ações, como levantar do sofá e caminhar pela casa (sim, isso já conta como exercício, como mostramos aqui), limitar os dias em que vamos curtir uma guloseima, pensar em quais pratos podemos cozinhar para ter uma alimentação equilibrada e consumir álcool com moderação.

 

Nesse sentido, a pandemia pode ser vista como uma oportunidade de reunirmos as mesmas forças direcionadas à proteção contra o coronavírus para combater também outros "adversários" que podem prejudicar a nossa saúde e a nossa longevidade.


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