As 10 frutas brasileiras campeãs em antioxidantes

Estudo da Esalq mostra quais são as mais ricas em compostos que reduzem inflamações e ajudam a retardar o envelhecimento celular

23/05/2018



Você já comeu cambuití-cipó? Pois essa frutinha cor de cereja, típica da região Norte, tem mais poder antioxidante do que os morangos, assim como o murici vermelho encontrado no cerrado, informa o Correio Braziliense. E elas não estão sozinhas: outras oito frutas nativas se revelam excelentes aliadas para combater inflamações e retardar o processo de envelhecimento das células.

 

O potencial antioxidante e anti-inflamatório de cada uma delas está sendo estudado por uma equipe da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da USP. Analisando extratos da polpa das frutas, eles mediram sua capacidade de tirar de cena os radicais livres, que causam a degradação das células do organismo e são determinantes para seu envelhecimento.

 

 

 

"As frutas nativas estudadas apresentam compostos bioativos com atividades antioxidante e anti-inflamatória e, quando consumidas regularmente como alimentos funcionais, podem ajudar na prevenção de doenças crônicas não transmissíveis”, afirma Jackeline Cintra Soares, autora do estudo, que será publicado na revista científica Food Chemistry.

 

Algumas delas já são bem conhecidas, como o morango silvestre e o cajá; outras, nem tanto, como araçá-boi, cambuití-cipó, murici vermelho, murici guassú, cambuci, jaracatiá-mamão, juquirioba e fruta do sabiá. "Estamos muito acostumados a comprar frutas vermelhas, como amora, framboesa e morango, por terem antioxidantes, achando que o que vem de fora é melhor. Mas essas frutas acabam sendo mais caras. Há frutas aqui do Brasil que também são riquíssimas nesses compostos", comenta Fernanda Bassan, professora do curso de nutrição da Universidade Católica de Brasília.

 

Entre as frutas estudadas, cinco se destacaram por seu maior poder antioxidante ou anti-inflamatório: morango, cajá, araçá-boi, cambuití-cipó e murici vermelho. Os animais que foram tratados com essas substâncias durante a pesquisa mostraram uma redução do influxo de neutrócitos (células de defesa), um sinal de menor ocorrência de infecção ou inflamação.

 

Essas mesmas cinco frutas também mostraram ser ricas em um tipo específico de antioxidante, os compostos fenólicos. “Entre eles, ácidos fenólicos e flavonoides, que têm atraído grande interesse por pesquisadores de todo o mundo devido às bioatividades e à possibilidade de prevenção de doenças crônicas degenerativas não transmissíveis”, diz Jackeline.

 

Existe uma receita da longevidade?

 

Todo mundo gostaria, existem diversos alimentos da moda, mas não existe uma receita da longevidade. Mas, a maneira como você se alimenta irá influenciar significativamente o seu envelhecimento. Veja na coluna do médico gerontólogo Alexandre Kalache sobre como a alimentação é um dos determinantes comportamentais para a qualidade de vida que você terá daqui para frente.


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