Câncer de mama: quais exames é preciso fazer?

O autoexame é importante, mas não basta para detectar a doença em estágio inicial, quando há mais chance de cura.

01/10/2019



Outubro Rosa é o mês de conscientização sobre o câncer de mama. Essa é uma das doenças que mais preocupam as mulheres — e com razão.

 

Afinal, é o segundo tipo de tumor mais frequente entre as brasileiras (depois do de pele não melanoma) e o que mais mata, de acordo com o Inca (Instituto Nacional de Câncer). Em 2019, o instituto calcula que 59.700 novos casos da doença serão identificados em todo o país.

 

A melhor maneira de detectar e tratar a doença é fazer exames como a mamografia, o ultrassom das mamas e, em casos específicos, a ressonância magnética (falamos sobre isso no ano passado nessa matéria sobre câncer de mama).

 

“Quanto mais rápido um tumor é diagnosticado, maiores são as chances de cura, e menos agressivo é o tratamento”, aponta Ricardo Caponero, presidente do Conselho Técnico-Científico da Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Femama).

59.700
novos casos de câncer de mama devem ser identificados no Brasil em 2019

2,6 milhões
de mamografias foram realizadas pelo SUS em 2017

56 anos
é a idade média em que o câncer de mama é detectado

 

Fonte: Instituto Nacional de Câncer (Inca)

 

O autoexame das mamas é um bom ponto de partida para as mulheres conhecerem o seu corpo e dedicarem atenção à saúde, mas não basta. Nesse processo, assim como no exame clínico das mamas (ou palpação), os tumores são identificados quando já passaram do estágio inicial. “As chances de achar um câncer precoce são mínimas, pois, dessa forma, só é possível detectar tumores palpáveis”, afirma Caponero.

 

Por isso é importante fazer a mamografia e o ultrassom das mamas, exames capazes de detectar a doença em estágio inicial. Os dois são complementares: o ultrassom é mais preciso para avaliar o conteúdo de nódulos e cistos, enquanto a mamografia permite ver microcalcificações que podem evoluir para um câncer de mama. A recomendação geral é fazer esses exames uma vez por ano, a partir dos 40 anos.

 

Essa diretriz serve para a maioria das mulheres, mas as que têm alto risco de câncer de mama podem ter que fazer também a ressonância magnética ou se submeter a um teste genético para descobrir a predisposição à doença, dependendo da orientação médica. O risco de ter câncer de mama é maior quando uma parente de primeiro grau (mãe, irmã ou filha) já teve a doença, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca).

 

“O ideal é passar por uma avaliação médica, para saber qual é o seu risco e fazer um plano de rastreamento da doença adequado”, aponta Caponero. Veja, a seguir, quais são os principais exames e onde eles podem ser feitos.

 

29,5%
dos tumores diagnosticados em mulheres são de mama.

10%
dos casos de câncer de mama são atribuídos a fatores hereditários.

5
são os exames que favorecem o diagnóstico precoce da doença.

 

Fonte: Instituto Nacional de Câncer (Inca)

 

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