Consumo de carne processada é associado ao câncer de mama

Entre as mulheres acostumadas a comer hot dog, bacon e presunto, o risco de desenvolver a doença foi 9% maior

04/10/2018



Comer um hot dog ou um x-bacon de vez em quando é muito bom. Mas consumir carnes processadas como essas com frequência pode aumentar o risco de uma mulher desenvolver câncer de mama, informa o The New York Times (conteúdo aqui, em inglês).

 

Pesquisadores americanos avaliaram dados de 16 estudos que associam o consumo desse tipo de alimento ao câncer de mama e descobriram que as mulheres que comiam de 25g a 30g de carnes processadas (como salame, presunto, linguiça, salsicha, carne seca e bacon) por dia tiveram um aumento de 9% no risco de desenvolver câncer de mama, quando comparadas àquelas que comiam de zero a 2 g diárias.

 

 

Até hoje, outros estudos já haviam demonstrado a relação entre o consumo de carnes processadas e o câncer colorretal, o pancreático e o de próstata, e a Organização Mundial de Saúde (OMS) recentemente colocou as carnes processadas na lista de alimentos que considera cancerígenos.

 

A principal autora do estudo, Maryam Farvid, pesquisadora do departamento de Nutrição da Universidade Harvard, acredita que os mecanismos ainda não estão claros, mas que os conservantes usados no processamento da carne podem ser a causa dessa associação entre seu consumo e o risco de câncer de mama. A carne processada é modificada para estender o prazo de validade ou alterar o sabor, e geralmente é defumada, curada, salgada ou contém conservantes. "Minha recomendação é a de que as mulheres deveriam reduzir o consumo de carne", diz.

 

Segundo a BBC Brasil, especialistas recomendam avaliar com cuidado os resultados do estudo, pois as pesquisas avaliadas têm definições diferentes do que é um consumo elevado e, muitas vezes, têm caráter observacional (ou seja, levam em consideração informações fornecidas pelos pacientes), por isso não são suficientes para estabelecer uma relação direta de causa e efeito entre o consumo de carnes processadas e o câncer de mama.


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