Fazer carinho é importante para não perder o tato com a idade

Você sabia que, conforme envelhecemos, perdemos também a sensibilidade na pele?

28/03/2019



Conforme a idade avança, todo mundo percebe que já não enxerga nem ouve tão bem quanto na juventude. Mas pouca gente sabe que, ao envelhecer, perdemos a sensibilidade em um outro sentido tão importante quanto esses: o tato.

 

"Com meus pés simplesmente não consigo sentir nada. Se eu colocá-los em água quente, não percebo", conta a inglesa Yvette Wong à BBC. Essa condição, conhecida como neuropatia periférica, atinge uma em cada dez pessoas após os 55 anos. E pode ser perigosa para os mais velhos, pois abre uma brecha para queimaduras e quedas, por exemplo.

 

 

"Em geral, existem provavelmente 20 tipos diferentes de receptores na pele que informam seu cérebro sobre os eventos em seu corpo", explica Francis McGlone, da Universidade John Moores e especialista em tato.

 

“À medida que a pele envelhece, pode haver algumas diferenças sutis na maneira como esses receptores codificam o contato na superfície do corpo. O receptor tátil mais importante está nas articulações e músculos, que são afetados com a idade, e é por isso que as pessoas mais velhas caem com mais frequência.”

 

Por isso é importante dar ao tato a mesma importância que damos à visão e à audição ao longo da vida. Em qualquer idade, cuidar da pele é essencial, pois é nela que estão todos os nossos receptores táteis.

 

Prestar atenção à dieta também é crucial, pois as fibras nervosas precisam de alguns nutrientes para funcionar bem --e eles podem ser encontrados, por exemplo, no abacate, na azeitona e nas nozes.

 

Por fim, devemos sempre estimular a pele. Isso significa tirar sapatos e meias e andar descalço e até mesmo fazer carícias, aponta McGlone. Ele explica que nós temos uma biblioteca de nervos na pele, e eles respondem ao toque suave, enviando mensagens para as partes do cérebro que processam as emoções.

 

Para pessoas mais velhas, que raramente são expostas ao contato físico suave, esse estímulo é ainda mais importante –algumas pesquisas mostram, por exemplo, que os idosos que recebem carícias comem mais e melhor do que os que não as recebem.


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