Mulheres diurnas têm risco menor de câncer de mama

Um novo estudo genético relaciona o hábito de acordar cedo e a probabilidade de desenvolver a doença

19/11/2018



Mulheres que gostam de acordar cedo têm um risco menor de ter câncer de mama do que as que são mais produtivas à noite, aponta um novo estudo sobre o tema --mas os pesquisadores ainda não descobriram por quê, explica a BBC Brasil.

 

Todo mundo tem seu relógio biológico, ou seu ritmo circadiano, que define como o corpo funciona em 24 horas. Só que nem todos esses relógios marcam o mesmo horário. As pessoas que se consideram diurnas, por exemplo, sentem-se mais dispostas no início do dia e têm sono no começo da noite; as notívagas acham difícil acordar cedo, mas são produtivas no final do dia e preferem dormir mais tarde.

 

 

Pesquisadores da Universidade de Bristol, no Reino Unido, analisaram partes do DNA que definem se uma pessoa é diurna ou noturna e cruzaram com informações de 180 mil participantes do banco de dados UK Biobank e de 230 mil mulheres do consórcio internacional contra o câncer de mama. No final, eles constataram que as pessoas geneticamente programadas para serem diurnas eram menos propensas a ter câncer de mama do que as consideradas noturnas.

 

Isso não significa, porém, que começar a dormir cedo possa proteger uma mulher contra o câncer de mama. "Ainda precisamos entender o que faz uma pessoa noturna ter um risco maior do que uma diurna. Precisamos desvendar essa relação", afirma Rebecca Richmond, uma das pesquisadoras da Universidade de Bristol.

 

Ainda não se sabe, por exemplo, se as mulheres notívagas podem ser prejudicadas por ter de acordar cedo e trabalhar ou se o relógio biológico influencia os níveis hormonais ou o sistema imunológico e, por isso, aumenta ou reduz o risco de câncer.

 

"Esses resultados intrigantes se somam ao crescente número de evidências de que existe alguma sobreposição entre a genética de quando preferimos dormir e o risco de câncer de mama, mas mais pesquisas são necessárias para desvendar os detalhes desta relação", diz Richard Berks, da ONG britânica Breast Cancer Now.


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