Nova geração de vestíveis usa o suor para monitorar a saúde

Parecidos com um curativo, eles podem ajudar a monitorar desde diabetes até fadiga muscular

28/01/2019



Com a ajuda de pulseiras e relógios e especiais, já é possível ter algumas pistas da nossa condição física: quanto caminhamos por dia, como está nossa frequência cardíaca e a quantas anda o nosso sono. Mas uma nova geração de vestíveis quer ir além e analisar a nossa saúde usando gotas de suor, informa o The New York Times.

 

Esse dispositivo parece com um curativo ou com um eletrodo flexível que adere à pele, mas não tem fios nem bateria. O vestível tem furinhos minúsculos na base, por onde o suor entra. A partir dali, ele passa por uma complexa rede de válvulas e microcanais (da espessura de um fio de cabelo) até chegar ao reservatório, onde um sensor reage com a composição química do suor.

 

 

Avaliando a composição química do suor, ele fornece informações em tempo real sobre os níveis de glicose e ácido láctico --que, se forem muito elevados, podem indicar problemas como fibrose cística, diabetes e falta de oxigênio no organismo.

 

O vestível pode ser ajustado para acompanhar sempre a mesma substância --como o ácido láctico de uma pessoa que pratica maratona, por exemplo, para acompanhar a fadiga dos músculos durante a prova. "Ele se encaixa em uma tendência mais abrangente na Medicina, que é personalizar o tratamento e o cuidado", revela o engenheiro biomédico John Rogers, arquiteto desse dispositivo.

 

O time de Rogers já está testando essa tecnologia para rastrear a fibrose cística, uma condição genética rara que pode ser identificada na infância. Outro potencial de aplicação é no monitoramento do diabetes; para avaliar o suor em vez do sangue, porém, os cientistas ainda têm de decifrar como o suor varia entre indivíduos, como os bioquímicos se transformam em suor e quão precisa é a medida da glicose nesse formato.

 

A equipe de Rogers também está desenvolvendo sensores para os níveis de ureia e creatinina, indicadores da qualidade do funcionamento dos rins e do progresso de pessoas que estão fazendo reabilitação após sofrer um derrame.


Compartilhe:

0 Comentários:

Comentário enviado
para aprovação