O que a densidade da mama tem a ver com o risco de câncer

Tecido mais denso atrapalha a identificação de tumores na mamografia

04/10/2019



Ao receber o resultado de uma mamografia, algumas mulheres notam uma observação no exame: "mamas densas". Isso significa que elas têm mais tecidos ativos (como os lóbulos que formam as glândulas mamárias e os dutos mamários) do que gordura. E também que o risco de ter câncer de mama pode ser maior, aponta um artigo do blog da Harvard Medical School (conteúdo aqui, em inglês).

 

 

Um estudo feito em 2011 mostrou que mulheres com mais de 50% de tecido denso nas mamas tinham risco três vezes maior de receber o diagnóstico de câncer de mama em 15 anos do que as que possuíam menos de 10% de tecido denso.

 

Outra questão é que ter mamas densas torna mais difícil identificar o câncer de mama em uma mamografia. Apesar de os médicos saberem que mulheres com mamas mais densas têm maior possibilidade de desenvolver câncer, ainda não existe um consenso  sobre como responder a esse risco --não se sabe, por exemplo, se seria necessário fazer exames com mais frequência ou mais cedo.

 

"Precisamos de mais dados de qualidade nas pesquisas para saber se mulheres com mamas densas devem ser examinadas ou monitoradas diferentemente", afirma Kathryn Rexrode, professora da Faculdade de Medicina de Harvard e chefe do departamento de saúde da mulher do hospital Brigham and Women's.

 

Por enquanto, o melhor a fazer é conversar com seu médico ou sua médica sobre como o fato de ter mamas densas pode afetar a recomendação de exames, especialmente se você tiver outros fatores de risco de desenvolver esse tipo de tumor. Alguns médicos recomendam que mulheres com maior risco de câncer de mama façam ultrassom e ressonância magnética para localizar tumores que não podem ser vistos na mamografia.

 

Além disso, o médico ou a médica também poderá explicar se é necessário fazer outros tipos de exame, como a mamografia 3D, mais eficiente para detectar câncer em mulheres jovens ou que têm a mama densa.


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