Pesquisadora brasileira cria macarrão super nutritivo

Nova massa usa proteína do feijão para modular a quantidade de açúcar lançada no sangue

14/11/2018



O macarrão costuma ser considerado um vilão de quem faz dieta –e ainda mais de quem tem diabetes, por sua capacidade de elevar rapidamente o nível de glicose no sangue. Mas quem disse que a massa não pode fazer bem à saúde?

 

A pesquisadora Alyne Lemos, da Universidade Federal do Ceará, criou um macarrão mais nutritivo do que o convencional e que pode ser consumido por quem tem diabetes tipo 2, informa o G1.

 

 

A massa desenvolvida por Lemos tem um índice glicêmico menor, ou seja, ela eleva mais lentamente o nível de glicose (açúcar) no sangue. Isso é possível porque sua massa tem uma receita diferente: leva farinha de linhaça e farinha de faseolamina, que é uma proteína encontrada no feijão branco e que inibe o processo que transforma o carboidrato do macarrão (amido) em glicose.

 

“O índice glicêmico do macarrão comum é classificado como médio. Com a massa nova, a gente consegue sair da classificação de médio pra baixo índice glicêmico”, explica Lemos. O macarrão também foi enriquecido com ômega 3 e 6, fibras e proteínas. Apesar da composição diferente, ele é preparado da mesma forma que o macarrão tradicional.

 

Depois de um ano e meio de pesquisas e testes, o macarrão agora está em processo para obtenção de patente. Nesse período, a pesquisadora alimentou camundongos com a nova massa e constatou que todos tiveram redução na glicemia (nível de açúcar no sangue). Agora, os próximos passos são avançar na pesquisa da faseolamina e analisar a viabilidade comercial de produzir esse novo macarrão.


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