Pesquisadores criam indicadores de envelhecimento ativo

Índice determina o quanto as pessoas se dedicam a atividades voltadas para seu bem-estar

23/01/2018



Pesquisadores da Universidade de Jyväskylä, na Finlândia, acabam de desenvolver um indicador para quantificar nosso nível de engajamento no envelhecimento ativo, informa o Science Daily (conteúdo em inglês). A partir de um questionário, eles conseguiram calcular o quanto as pessoas se dedicam a atividades e objetivos para promover seu bem-estar e como aproveitam oportunidades para viver melhor ao longo da vida. 

 

O estudo resultou no desenvolvimento da Escala de Envelhecimento Ativo da Universidade de Jyväskylä, composto por 17 itens. Cada item desta escala é composto por quatro aspectos: objetivos, habilidades, oportunidades e atividades.

 

“Essa ferramenta nos ajuda a produzir conhecimento sobre como as pessoas mais velhas se esforçam para promover seu bem-estar por meio de suas ações, objetivos, habilidades e oportunidades”, afirma a professora Taina Rantanen, principal pesquisadora envolvida nesse estudo. “Esse indicador abre uma nova abordagem na pesquisa sobre o envelhecimento por levar em conta as ações das pessoas para promover seu bem-estar.”

 

No total, 235 pessoas com idades entre 60 e 94 anos participaram do estudo, custeado pelo European Research Council. “O envelhecimento ativo difere de pessoa para pessoa e tem diversas formas. Por exemplo, alguns se interessam por se exercitar na natureza enquanto outros gostam de manter a casa arrumada, ou promover assuntos da comunidade”, explica Rantanen. “Exercícios físicos são um aspecto importante do envelhecimento ativo, mas não o único. Toda atividade é benéfica ao bom humor e ao bem-estar”, conclui a pesquisadora.

 

O indicador permite dar notas diferentes às pessoas de acordo com as atividades que elas desempenham. A ideia é usar os resultados para medir como cada um se dedica ao envelhecimento ativo em diferentes aspectos da vida.

 

“Na próxima etapa, queremos estudar os fatores associados com atividades e os efeitos do envelhecimento ativo em diferentes indicadores de bem-estar na terceira idade”, conclui Rantanen.


Compartilhe:

0 Comentários:

Comentário enviado
para aprovação