Por que dormimos mal, se achamos o sono tão importante?

Pesquisa mundial aponta algumas razões que tiram o sono de pelo menos 36% de brasileiros

15/03/2019



Dormir mal é um problema para muitos brasileiros --ainda mais para os 36% que sofrem de insônia recorrente, conforme aponta uma pesquisa feita em 12 países e divulgada pela Saúde. No mundo todo, o problema é mais grave: 62% dos entrevistados nesse mesmo levantamento reconhecem que não conseguem dormir direito.

 

A pesquisa também revela que a maioria das pessoas acredita que uma boa noite de sono tem um impacto importante sobre a saúde (essa é a opinião de 69% dos brasileiros e de 77% dos adultos de outros países). Para essas pessoas, o descanso noturno é mais importante até mesmo do que a alimentação e o exercício físico.

 

 

“Esses dados sugerem que as pessoas estão despertando para a realidade de que o sono é fundamental. Mas, para a maioria delas, a qualidade ainda é algo fora do alcance”, afirmou o psicólogo Mark Aloia, líder do departamento de Mudança de Comportamento, Sono e Cuidados Respiratórios na Philips, que encomendou a pesquisa.

 

Quase metade (44%) dos entrevistados conta que seu sono piorou nos últimos cinco anos, especialmente por causa da ansiedade, do estresse, do local inadequado para dormir e por causa das tarefas do trabalho, No Brasil, 35% dizem que a televisão, os filmes e as redes sociais estão atrapalhando o descanso.

 

Mas, para três quartos dos entrevistados, a causa da má qualidade do sono é algum problema, como insônia e apneia (65% das pessoas que afirmam ter apneia não fazem tratamento para isso).

 

Teofilo Lee-Chiong, chefe do departamento de Contato Médico da Philips, afirma que os estudiosos do campo do sono ainda estão tentando entender por que as pessoas estão dormindo menos. “Hoje, talvez pela primeira vez, as pessoas estão escolhendo dormir regularmente menos do que precisam por razões além da sobrevivência.”

 

Para ele, uma maneira de começar a reverter esse quadro seria fazer mudanças no horário de início das aulas, adotar medidas de apoio à soneca no trabalho e dar às pessoas mais acesso a médicos. Afinal, a própria pesquisa mostra que as pessoas querem mudar, só não sabem como --80% dizem querer melhorar a qualidade do sono, mas 60% não procuram ajuda profissional.


Compartilhe:

0 Comentários:

Comentário enviado
para aprovação