Saber que um alimento é light influencia o apetite

Quando achamos que estamos consumindo menos calorias, a sensação de fome não vai embora

05/10/2018



Optar pela versão light de um alimento ou acompanhar pratos com salada pode acabar sabotando a nossa intenção de não extrapolar na quantidade de calorias ingeridas, aponta um novo estudo.

 

Quando lemos a palavra "light" em embalagens e cardápios ou escolhemos a salada como acompanhamento, imaginamos que, assim, vamos engordar menos. Mas, na verdade, isso pode nos levar a consumir mais calorias do que pensamos estar ingerindo. Nesse caso, optar pelo light nos faz comer um terço a mais (35%), sem necessariamente sentir saciedade, informa o El País.

 

 

"Os rótulos evocam uma série de crenças e afetam o processo fisiológico dos nutrientes que consumimos", afirma a autora do estudo, Alia Crum, pesquisadora do departamento de Psicologia da Universidade Yale, nos Estados Unidos.

 

Em seu estudo, ela descobriu que a grelina (o hormônio que nos avisa que estamos com fome) das pessoas caiu muito menos depois de elas tomarem um milk-shake rotulado como baixo em calorias, sem gorduras nem açúcar e contendo 140 calorias. Por outro lado, a grelina (e a sensação de fome) caiu mais quando o milk shake foi identificado como uma bebida que continha 620 calorias. Na verdade, ambos tinham 300 calorias.

 

Isso quer dizer que não é apenas o consumo de calorias real, mas também a ingestão de calorias percebida, que influencia o nível do hormônio no corpo e, portanto, o funcionamento do metabolismo.

 


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