Ter bons amigos pode fortalecer a saúde do cérebro

Vida social é um fator importante para que um grupo de idosos acima dos 80 tenha memória melhor do que a dos jovens, indica estudo dos EUA

22/01/2018



Bons amigos não são apenas uma companhia para compartilhar risadas, angústias e planos. Manter amizades duradouras e uma vida social satisfatória ao longo dos anos pode fortalecer o desempenho da nossa memória, conforme vamos ficando mais velhos, mostra um artigo publicado no site Kaiser Health News (conteúdo em inglês).

 

Um estudo recente (conteúdo em inglês) da Universidade Northwestern, dos Estados Unidos, sugere que relações positivas colaboram – e muito – para a saúde do cérebro. Durante nove anos, eles examinaram homens e mulheres com mais de 80 anos cuja memória é tão boa (ou até melhor) do que pessoas que têm entre 20 e 30 anos.

 

Além de terem uma boa estrutura cerebral, com córtex mais grosso e resistência à atrofia pela idade, esse desempenho acima da média dos oitentões se deve, também, à vida social, apontam os pesquisadores.

 

No estudo, essas pessoas – batizadas de SuperAgers – responderam a um questionário sobre seu bem-estar psicológico, e se destacaram nas respostas sobre cultivar relações satisfatórias e de confiança.

 

“As relações sociais são realmente importantes para esse grupo e podem ter um papel significativo na preservação da cognição”, explica Emily Rogalski, professora do Centro de Neurologia Cognitiva e Alzheimer da Escola de Medicina da Universidade de Northwestern.

 

E essa não é uma descoberta isolada: o estudo está em sintonia com pesquisas que relacionam as relações positivas com o risco reduzido de ter declínio (ou prejuízo) cognitivo e demência.


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