Planos de previdência vão bem além da aposentadoria

Planos de previdência vão bem além da aposentadoria

Que tal pensar neles como um meio de investimento para realizar sonhos de longo prazo?

02/07/2018 - por Mara Luquet



Há um erro comum entre os investidores brasileiros: pensar nos planos de previdência como um investimento feito apenas para a aposentadoria. Não há a menor dúvida de que eles são veículos eficientes para quem está pensando em guardar dinheiro para quando se aposentar, principalmente, por causa dos benefícios fiscais.

 

Entretanto, reduzir os planos de previdência apenas à aposentadoria é um caso clássico de miopia financeira. Afinal, eles foram desenhados para incentivar aplicações de longo prazo, sejam elas destinadas à aposentadoria, à faculdade dos filhos, a um ano sabático ou a qualquer outro objetivo que você tenha um prazo de quatro anos ou mais para alcançar. A razão é simples: eles têm um benefício fiscal e, se comprados corretamente, já saem com uma larga vantagem frente a outros produtos financeiros.

 

Planos de previdência têm um benefício fiscal e já saem com larga vantagem frente a outros produtos financeiros.

Não raro, os brasileiros pensam nos planos de previdência como uma classe específica de ativos, e não como um veículo de investimento para acessar as mais diversas classes de ativos. Os planos de previdência permitem acessar diferentes classes de ativos, como renda fixa e ações no Brasil e até mesmo no exterior, com o argumento sedutor de conseguir economizar com impostos.

 

No caso do VGBL, o investidor se livra do “come-cotas”, o imposto que de seis em seis meses morde a aplicação dos cotistas de fundos tradicionais. Essa também é uma forma eficiente de se livrar do pagamento do imposto no vencimento do título, como ocorre com quem compra esses ativos diretamente. O imposto só será pago no resgate do plano e, se ele for bem planejado, mesmo nessa hora poderá ocorrer uma boa economia, sempre seguindo rigorosamente a letra da lei.

 

 

 

Já no PGBL, além das vantagens anteriores, soma-se o desconto de até 12% em sua renda tributável. Ou seja, na prática suas aplicações entram como uma despesa que você poderá deduzir na hora de fazer sua declaração anual de ajuste do imposto de renda.

 

Você provavelmente precisará não de um, mas de uma carteira de planos de previdência que combinem diferentes modelos tributários e também perfis de risco, com planos mais conservadores, concentrados em renda fixa, e outros mais arrojados, com parcelas em renda variável.

 

O importante é ter sempre em mente que esses planos são veículos para você alcançar outros investimentos, e não um ativo por si só.

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