Quer investir melhor? Conheça seu perfil fiscal

Quer investir melhor? Conheça seu perfil fiscal

Saber que tipo de contribuinte você é ajuda na hora de escolher o melhor tipo de aplicação

30/07/2018 - por Mara Luquet



Na hora de escolher seus investimentos, o brasileiro se preocupa mais em saber se a Bolsa vai subir ou cair (e qual será o valor do dólar) do que em conhecer seu perfil fiscal – e esse pode ser um erro tão danoso quanto comprar em alta e vender em baixa.

 

Para quem vai investir em médio ou longo prazo, entender seu perfil fiscal, ou seja, seu perfil como contribuinte da Receita Federal, permite ter ganhos com o diferimento do imposto (adiando o pagamento) ou até mesmo com aplicações isentas de tributação.

 

É normal sermos questionados sobre nosso perfil de investidor. Mas, em geral, essa pergunta foca basicamente em seu apetite por risco e no prazo de suas aplicações para, dessa forma, construir uma carteira com aplicações que atendam a seus objetivos de investimento.

 

 

 

No entanto, conhecer nosso perfil fiscal nos ajudar a construir uma carteira de investimento que acrescente mais um ingrediente na receita para fazer com que seu patrimônio cresça em longo prazo. Para entender melhor qual é o seu perfil fiscal, atente aos seguintes pontos:

 

Tipo de declaração

Em vez de optar pela declaração de IR completa ou simplificada só na hora de entregar, faça simulações ao longo do ano, por exemplo, com as aplicações do plano de previdência. Lembre-se de que, na prática, elas entram como despesas que podem ser deduzidas da sua base cálculo do IR até o limite de 12%, no caso dos PGBLs. Pode ser que ao simular essa aplicação o programa indique que o melhor é fazer o formulário completo. 



Entender seu perfil de contribuinte permite ter ganhos com o adiamento do imposto ou com aplicações isentas de tributação.

Dependentes

Quem são e como declarar os dependentes é um ponto que merece muita atenção, principalmente na hora de pegar os comprovantes de despesas dos dependentes.

 

Incentivos

É interessante aproveitar os incentivos permitidos por lei nos investimentos, criados pelo governo nos últimos anos para aumentar a poupança interna e estimular alguns setores da economia, como os de infraestrutura, imobiliário e agronegócios.

 

Tabela

Conhecer a tabela progressiva e suas alíquotas é a regra mais conhecida. As alíquotas variam de 0% a 27,5% sobre os rendimentos provenientes do seu trabalho, de pensões, de aluguel etc. Sempre que for utilizada, permite o abatimento de despesas previstas em lei.

 

 

Em vez de optar pela declaração de IR só na hora de entregar, faça simulações ao longo de todo o ano.

Tributação exclusiva

É importante identificar o que está no alvo da tributação exclusiva na fonte, pois essa forma de tributação não permite fazer abatimentos em sua declaração de ajuste anual do IR. Ela incide principalmente sobre seus investimentos.

 

Investimentos de longo prazo

Separe recursos de longo prazo para pagar menos imposto nas aplicações em renda fixa feitas diretamente (compra de títulos do governo ou certificados de depósito bancário, por exemplo) ou por meio de fundos de investimento. A alíquota é regressiva: começa em 22,5% para aplicações de até seis meses de prazo e cai a 15% para aquelas com prazos a partir de dois anos. Nesse caso, os bancos fazem a retenção e o recolhimento do imposto e depois informam os rendimentos e o imposto. 

 

Previdência

Conheça o regime de tributação dos planos de previdência, pois durante o período de acumulação você não pagará imposto, mas escolherá a forma de tributação no momento que iniciar o plano: tributação regressiva ou progressiva. Muita atenção aqui, pois se você não fizer a escolha correta, pode acabar pagando mais imposto.

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