Viver com pouco, um grande investimento

Independência financeira é uma questão de atitude e não de ostentação e luxo. O que você está fazendo pela sua?

por Mara Luquet



A ideia de ser rico povoa muitas mentes. E em nome desse ideal se faz de tudo um pouco.  Muitos fazem fé na loteria, com a ilusão de que as probabilidades estarão a seu favor. Outros sonham incessantemente com o dia em que uma fortuna lhes cairá do céu. De onde viria? Isso é outra história, ninguém sabe ao certo.  E, enquanto o dia da virada não chega, planejam como seriam suas vidas de milionários, certos de que assim conseguirão a tão sonhada independência financeira.

 

E você, o que tem feito em nome dessa conquista?

 

A verdade é que independência financeira não implica em ser um milionário. É preciso, sim, tomar algumas decisões hoje que vão tornar essa meta possível no futuro, sem que, para isto, seja necessário ganhar na Mega-sena ou receber uma herança polpuda.

 

É independente financeiramente aquele que se dá ao luxo de trabalhar só naquilo que lhe dá prazer, quando e onde quiser.

 

 

Alias não são poucos os milionários que não são financeiramente independentes. Assumem tantos compromissos que os milhões acumulados os ajudam a ostentar um padrão de vida para poucos, mas são insuficientes para lhes dar a almejada liberdade financeira de, por exemplo, trabalhar onde quiser. Sim, os milionários também trabalham e muito.

 

A independência financeira é, portanto, uma questão de atitude e não de ostentação e luxo. Então, o que deve ser feito para conquistá-la?

 

Pode-se começar por se desvencilhar de algumas amarras do custo fixo. Sem elas, surgirá uma valiosa sobra no orçamento para investir nessa meta. Necessitando de menos dinheiro você sentirá, de imediato, uma certa “liberdade financeira”.

 

Vale lembrar: custo fixo é toda despesa mensal que você tem chova ou faça sol. Quer exemplos? Mensalidade escolar, salário de empregado, prestação ou aluguel da casa, enfim, despesas com isso ou com aquilo que, todo mês, aterrissam em seu orçamento e que deixam pouco espaço para manobras.

 

É preciso ajustar o foco e não ter pena de fazer cortes. Os benefícios futuros vão compensar

Para desatar o nó dos gastos fixos é preciso ajustar o foco e não ter pena de fazer cortes. Há sim que planejar, pois, em sua maioria, são cortes que não podem ser feitos da noite pra o dia. Então, reavalie seu orçamento; analise seus custos um a um. Vai doer, eu sei, mas os benefícios futuros vão compensar. Pense: viver com pouco hoje vai me libertar amanhã; me permitir voos mais altos. Deixarei de ser refém do meu salário; poderei arriscar passos na direção de uma maior satisfação pessoal.

 

Viver com pouco lhe enriquece. Porém, o mais importante é o ganho de liberdade para alçar voos mais altos. Está aí a verdadeira independência financeira.

 

Mara Luquet

Mara Luquet começou no jornalismo como fotógrafa do jornal O Globo. Mas, por pouco tempo (segundo ela, porque fotografia não era o seu forte).

 

O jornalismo econômico entrou em sua vida no fim dos anos 80, ao ser designada para cobrir a dívida externa brasileira, na Gazeta Mercantil. Ela passou pelas redações das revistas Exame e Veja, dos jornais Folha de S.Paulo e Valor Econômico, pela TV Globo e Rádio CBN.

 

Hoje, ela se dedica ao canal de finanças pessoais Letras & Lucros e ao MyNews, primeiro canal de jornalismo no YouTube com cobertura completa.

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Wilma,

Os planos de previdência são veículos de investimento de longo prazo. O grande atrativo é o benefício fiscal. Qual o prazo de sua aplicação? Esta resposta é fundamental para saber se vale a pena ou não usar esses produtos na hora de investir. Outra pergunta que vc tem que responder é: qual o seu perfil fiscal? para saber que tipo de plano é recomendado para você e qual a tributação que você deve escolher.

Esses planos também são excelentes para transmissão de patrimônio. Ou seja, você quer deixar alguma herança para alguém? Pode ser eficiente deixa-la via um fundo de previdência. O melhor é conversar com seu corretor.

Abraços,

Mara Luquet