Você não gosta do tema finanças e economia? Então, som na caixa!

Três músicas que traduzem os dilemas das finanças pessoais para você ver (ou melhor ouvir) que esse tema é muito próximo da nossa vida

por Mara Luquet



As pesquisas em finanças comportamentais já detectaram que a riqueza absoluta tem pouco valor para as pessoas. O que vale mesmo é a riqueza relativa. Ou seja, o que você tem comparado ao que os outros têm. Mais ou menos assim como o refrão do clássico Mercedes Benz, na voz de Janis Joplin (clique no botão abaixo para ouvir a música no Spotify - um cadastro pode ser solicitado para ouvir a canção).



Oh Lord, won't you buy me a Mercedes-Benz?

My friends all drive Porsches, I must make amends.

Worked hard all my lifetime, no help from my friends,

So Lord, won't you buy me a Mercedes-Benz?



O lamento de precisar ter uma Mercedes-Benz porque os amigos tinham Porsches e era preciso “compensar” parece ser comum, segundo os pesquisadores na área de finanças comportamentais. E eles alertam: esta pode ser uma armadilha perigosa para suas finanças. Por quê? Porque sempre haverá alguém que pareça ser mais rico que você e, desta forma, é fácil cair na “corrida armamentista” do consumo para exibir uma riqueza maior que a do vizinho.

 


Janis Joplin tornou popular a música muito antes das pesquisas em finanças comportamentais ganharem a popularidade dos dias atuais. Mas ela não foi a única artista a traduzir as agruras e os dilemas sobre as finanças pessoais que estão no dia a dia das pessoas e que, nos últimos anos, passaram a ser escopo das investigações de economistas e neurocientistas.

 

(que você pode ouvir no )

 

 

Assim como amor não correspondido, o relacionamento com o dinheiro está nas letras das canções dos mais diversos estilos e épocas. Duvida?


Versos de Nando Reis, na música Me Diga mostram o mesmo que planejadores financeiros apontam como o pior efeito da falta de disciplina e organização financeira: o estrago no bem-estar a ponto de nos tirar do foco do que é realmente importante na vida. Em parte da letra da música, ele fala sobre a preocupação com as “contas do banco” que estão para vencer e como isso faz com que ele relegue a segundo plano outras prioridades.

 

 

 

São muitos os exemplos, mas escolhi, para finalizar, um sucesso de um dos maiores compositores brasileiros.



Paulinho da Viola nos diz, em versos da música Pecado Capital, o que os pesquisadores investigaram por anos e descobriram: que fazemos planos racionais com o dinheiro que vamos receber, mas, assim que os recursos chegam as nossas mãos, a pressa de antecipar sonhos faz com que eles escorram pelos dedos sem nos darmos conta.

 

Dinheiro na mão é, portanto, vendaval. Alguém duvida?

 

 

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